
Um homem de 25 anos registrou um boletim de ocorrência nesta quinta-feira (15) após ser impedido de usar uma bota com o bico de metal em uma agência da CEF (Caixa Econômica Federal), em Sumaré. Após ser obrigado a ficar descalço, ele contou à polícia que se sentiu humilhado e saiu sem ser atendido.
O caso aconteceu por volta de 12h40 na unidade da Caixa que fica na Avenida Sete de Setembro, no Centro da cidade, onde o jovem esteve para fazer o saque extraordinário de R$ 1 mil do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Ao tentar passar pela porta giratória, no entanto, ele foi barrado pelo segurança.
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De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 1º DP (Distrito Policial) de Sumaré, o cliente aceitou ficar descalço depois que o dispositivo detectou que a o calçado tinha uma ponta de metal. Na parte interna do banco, porém, ele foi impedido pelo vigilante do local de usar as botas devido a uma suposta norma.
O homem chamou o gerente, que confirmou que ele “não podia entrar de botas e que tinha de ficar descalço no interior” da agência bancária. Ainda conforme o cliente, o responsável pela agência disse que só poderia receber atendimento se ficasse descalço e orientou ao segurança que o deixasse “falando sozinho”.
Depois de se recusar a ficar sem as botas e alegando se sentir “humilhado perante todos os presentes”, o jovem deixou o local. A PM (Polícia Militar) foi chamada e orientou a vítima a registrar um boletim de ocorrência na delegacia.
O QUE DIZ O OUTRO LADO?
Em nota, a Febrapan (Federação Brasileira de Bancos) disse que a segurança bancária é regulada por lei federal, e que cabe ao vigilante desbloquear a porta depois de identificar qual é o objeto metálico que provocou o travamento automático.
Já a Caixa Econômica Federal informou que o cliente foi orientado e prontamente oferecido atendimento. O banco ainda ressalta que repudia todas as atitudes de preconceito e discriminação.
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