Proprietários e inquilinos que fizeram negócios com a imobiliária Swift, de Paulínia, afirmam que foram vítimas de um suposto golpe. Segundo os denunciantes, a empresa deixou de repassar valores de aluguel há meses, causando prejuízos financeiros significativos. A imobiliária, no entanto, nega as acusações e alega que apenas enfrentou dificuldades financeiras (entenda abaixo). A empresa já é alvo de pelo menos 11 processos judiciais e a Polícia Civil está investigando o caso.
Proprietários sem receber, inquilinos sem respostas
A assistente de eventos Thaís Fernandes contou que assinou contrato com a imobiliária no início de 2024 para alugar seu apartamento em Paulínia. Ela recebeu os repasses do aluguel durante alguns meses, mas sempre com atraso. Desde outubro do ano passado, a imobiliária parou de repassar os valores. O prejuízo dela já ultrapassa R$ 7 mil.
“Já são cinco, quase seis meses sem receber repasse. É sempre uma dificuldade muito grande de falar com alguém, eles não respondem, dizem que vão verificar o pagamento, se fazem de desentendidos com respostas do tipo ‘Ah, você ainda não recebeu? Vou verificar de novo’”, relatou Thaís.
Thaís também revelou que tentou romper o contrato, mas a última resposta que recebeu da empresa foi com ‘desdém’, segundo ela. A situação piorou quando, ao investigar o contrato de locação, ela descobriu uma assinatura digital falsificada, com e-mail e IP fraudados. A inquilina que estava no apartamento não era a mesma pessoa mencionada no contrato, e apresentou recibos de pagamento em dia feitos para a imobiliária. Ela procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência contra o suposto golpe da imobiliária.
“Atualmente estou deixando de pagar todas as minhas contas e pagando as prestações do apartamento para não perder, porque é financiado. Estou com o nome no Serasa, mais de três cartões devendo e empurrando com a barriga até a situação se resolver”
desabafou.
Outra cliente, que preferiu não se identificar, contou que também pagava o aluguel através de transferências para a imobiliária, até descobrir que os valores não estavam sendo repassados à proprietária.
“Depois que descobri, a imobiliária nunca mais me respondeu, sumiu. Entrei em contato com meu advogado e agora estou pagando o aluguel em juízo. Quem vai determinar para quem vai o pagamento é o juiz, não eu”
explicou.
A imobiliária funcionava em uma sala comercial no bairro Jardim Vista Alegre, mas faz menos de um mês que o local abriga um salão de beleza.
Ações na Justiça
A imobiliária Swift já é alvo de pelo menos 11 processos judiciais. O advogado Cássio Ribeiro Júnior orienta que, em situações como essa, o primeiro passo é buscar a conciliação. Caso não haja acordo, o caminho é o Judiciário. Segundo ele, os clientes podem procurar um advogado especializado, a Defensoria Pública ou o Juizado Especial Cível (as chamadas pequenas causas), onde nem é necessário ter um advogado.
Imobiliária nega golpe
A dona da Swift, Laís Cristina Toledo, afirmou que a empresa teve atrasos nos repasses, mas negou que tenha havido golpe. Ela informou que a imobiliária faliu e que já contratou um advogado para resolver as questões com os clientes afetados.
A produção da EPTV também entrou em contato com a SSP (Secretaria da Segurança Pública) para saber quantos boletins de ocorrência já foram registrados contra a imobiliária, mas até o momento, os dados não foram divulgados.
Enquanto isso, os clientes aguardam uma solução e tentam evitar prejuízos ainda maiores.
*Com informações de Victor Hugo Bittencourt/EPTV Campinas
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