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CampinasCotidianoMais da metade dos adultos em São Paulo está endividada e com nome negativado, aponta levantamento

Mais da metade dos adultos em São Paulo está endividada e com nome negativado, aponta levantamento

Estado soma quase 19 milhões de inadimplentes em outubro de 2025, maior número desde o início da série histórica; contas básicas lideram dívidas

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Mais de 50% dos adultos do estado de São Paulo estão inadimplentes, segundo dados de outubro de 2025. Ao todo, quase 19 milhões de pessoas estavam com o nome negativado, o maior número já registrado desde o início da série histórica, em 2019.

O volume representa um recorde e mostra um avanço expressivo da inadimplência. Em comparação com outubro de 2024, houve um aumento de cerca de 1,85 milhão de novos devedores em apenas um ano.

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De acordo com especialistas em finanças ouvidos pela reportagem, o cenário atual reflete impactos acumulados da pandemia, que ainda se manifestam no orçamento das famílias. Segundo Élber Laranja, especialista em finanças, o endividamento não ocorre de forma imediata, mas é resultado de um processo gradual, que agora aparece de forma mais intensa.

Quando há redução de renda e capacidade de consumir, como houve na pandemia da Covid-19 entre 2020 e 2921, o efeito não é imediato. E o efeito máximo da crise gerada pela pandemia acontece posteriormente, como agora. E isso pode se agravar mais nos próximos anos.

Dados da Serasa mostram que mais de 30% das dívidas dos paulistas estão relacionadas a contas básicas, como água, energia elétrica e gás. Na sequência, aparecem os débitos com cartão de crédito, que seguem como um dos principais fatores de desequilíbrio financeiro das famílias. Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, explica que esse fator torna ainda mais difícil lidar com as dívidas.

As contas básicas, como luz, água e energia, são os principais motivos de endividamento, totalizando 30,8% das dividas do estado. São gastos fixos e a gente entende que vira um bola de neve, já que é algo que não tem como abrir mão, como gastos de lazer, e todo mês uma nova conta desta chega. Isso é preocupante e a falta de planejamento agrava ainda mais essa condição.

Ainda segundo o levantamento, 52% da população adulta paulista estava com o nome negativado até outubro deste ano. Em média, cada CPF inadimplente acumula cinco dívidas, o que representa um endividamento aproximado de R$ 7 mil por pessoa.

Trabalho e reorganização financeira

Especialistas apontam que o aumento da renda por meio do trabalho é fundamental para reduzir a inadimplência, mas destacam que isso, por si só, nem sempre é suficiente. A reorganização financeira, com renegociação de dívidas e planejamento do orçamento, é vista como um passo essencial, ainda que difícil para grande parte da população.

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