
A secretaria de Saúde de Campinas confirmou na tarde desta sexta-feira (24) a morte de mais um bebê que estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal da Maternidade de Campinas. Com isso, já são três óbitos no local. De acordo com a Prefeitura, as causas serão investigadas.
“A causa da morte será investigada, para que saiba se está relacionada ou não com o surto de gastroenterite (diarreia), que já foi controlado. O motivo da morte de outros dois bebês também está em investigação pelas autoridades sanitárias. Outras causas estão sendo investigadas”, afirma.
Em 16 de fevereiro, o Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) interditou a UTI Neonatal da Maternidade devido ao número insuficiente de profissionais para atendimento dos bebês. A unidade está autorizada a funcionar com 20 leitos, mas 32 pacientes estavam internados até a última quinta-feira (23).
“Várias medidas estão sendo adotadas pelas autoridades sanitárias e um Plano de Contingência para enfrentamento e contenção do surto foi exigido pelo departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) e implantado pelo hospital”, acrescentou a Administração.
Além disso, a secretaria de Saúde afirmou que está transferindo para o Caism e para a PUC as gestantes com risco de parto prematuro para que, ao nascerem, os bebês sejam internados nas UTIs destes hospitais.
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Em nota, o Hospital da PUC afirmou que tem 16 leitos de UTI neonatal via SUS e há 19 bebês internados, sendo que três aguardam leitos de UTI na unidade de Saúde.
LEITOS EM CAMPINAS
De acordo com a Prefeitura, Campinas possui 35 leitos de UTI neonatal na Maternidade e no Hospital da PUC. “A Secretaria Municipal de Saúde tem monitorado a questão na Maternidade de Campinas e está em negociação para manter o quantitativo de leitos necessários para garantir o acesso a todas as gestantes e seus bebês”, disse.
A reforma nos leitos neonatais do Caism da Unicamp ocorre desde o segundo semestre de 2021 e tem sobrecarregado os leitos municipais. No ano de 2022, o Caism fez 5,5% dos partos de Campinas. A Saúde está em contato com a Secretaria de Estado em busca de uma solução, por meio da DRS VII (Diretoria Regional de Saúde). Contudo, sem retorno até o momento.
O QUE DIZ O ESTADO
Em nota, o DRS de Campinas relatou que monitora a situação da maternidade e que tem realizado reuniões com os gestores locais para averiguação. “A Vigilância Sanitária municipal interditou a unidade a fim de impedir a propagação da doença contagiosa, de modo que as transferências, no momento, não estão autorizadas via Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) devido ao bloqueio sanitário”, disse.
Atualmente, a região possui 152 leitos de cuidados neonatais na rede do SUS (Sistema Único de Saúde).
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