Os números de mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC) na região de Campinas aumentaram entre janeiro e setembro de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. Em contraste, as estatísticas de mortes por AVC no estado de São Paulo permaneceram praticamente estáveis. É celebrado nesta terça-feira (29) o Dia Mundial do AVC, e os dados acendem um alerta para a doença.
A grande maioria das mortes por AVC são de pessoas com mais de 60 anos. Porém, Campinas particularmente teve um aumento de 20% nos casos de mortes de pessoas jovens, com menos de 60 anos.
Alta nas mortes por AVC
Dados do Conselho Federal de Medicina mostram que o estado de São Paulo registrou um aumento pequeno nos casos de mortes por AVC no comparativo dos períodos de janeiro a setembro de 2023 para 2024. Os casos subiram de 14.804 para 14.861, uma alta de 0,38%.
Já na região do DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas, os números subiram de 1.390 para 1.463, uma alta de 5,25%.
Os casos de mortes entre jovens por AVC na região de Campinas tiveram um aumento ainda mais significativo, de 20% entre 2023 e 2024, considerando o período de janeiro a setembro. Em 2023, tinham sido 55 casos e, neste ano, até setembro, foram 66.
A diretora educacional, Gilmara dos Santos, viveu dois AVCs ainda jovem, um aos 29 e outro aos 34 anos. Hoje, com 43 anos, ela relatou à EPTV que não sentiu nenhum sintoma prévio nas duas situações, que foram muito “de repente”. No primeiro, por exemplo, ela apenas acordou com o lado esquerdo do corpo paralisado e com falta de ar e, quando foi fazer a investigação, foi constatado de que foi um AVC.
Apesar da recuperação rápida, Gilmara sofre sequelas até hoje. Após o primeiro caso, ela ficou com uma movimentação mais limitada na mão esquerda, e no segundo ela ficou sem visão periférica direita. “A hipótese mais provável é de que foi uma predisposição genética que possa ter causado, porque nem problema de pressão eu tenho”, conta.
“Recomendo a todos que façam exames periódicos, que vão atrás de atividades físicas, que tenham uma alimentação saudável porque isso faz toda diferença. Isso fez diferença no meu caso, principalmente na recuperação”, afirma Gilmara.
Sinais do AVC
“Os principais sinais são sintomas motores. Então, geralmente, uma parte do corpo perde mobilidade, a fala pode ficar enrolada e estranha, o sorriso caindo para o lado. Então é muito importante a gente reconhecer esses sinais precocemente, e pedir ajuda o mais rápido possível para os serviços de urgência e emergência”, explica Sara Sgobin, coordenadora do Atenção Secundária da secretaria de Saúde de Campinas.
Fatores de risco
Veja quais são os fatores risco do AVC:
- Alcoolismo
- Tabagismo
- Estresse
- Sedentarismo
- Doenças cardiovasculares
- Diabetes
- Obesidade
- Hipertensão
- Colesterol alto
Como evitar
Segundo a coordenadora, algumas formas de evitar um caso de AVC são tendo uma alimentação saudável, fazendo atividades físicas, e controlando doenças crônicas como diabetes e hipertensão.
“Estar sempre indo no médico, fazendo os exames de rotina, cuidando para que não tenham alterações nesses parâmetros, que a gente tenha essas doenças controladas e que, sempre que tiver um fator de risco, fazer exames com mais frequência os periódicos com mais frequência”, finaliza.
*Com informações de Júnia Vasconcelos/EPTV Campinas
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