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CampinasCotidianoMultas ao transporte público de Campinas mais que dobram em 2025; veja as principais infrações

Multas ao transporte público de Campinas mais que dobram em 2025; veja as principais infrações

Empresas de ônibus foram autuadas 39,3 mil vezes no ano passado; maior parte das infrações está ligada a falhas na oferta de viagens aos passageiros

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O transporte público de Campinas registrou um salto expressivo, em 2025, no número de multas aplicadas às empresas que operam o sistema. Um levantamento da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) mostra que o total de autuações mais que dobrou em um ano, passando de 19.232, em 2024, para 39.367 em 2025, uma alta de 104%.

Viagens não realizadas lideram as infrações

A principal infração está diretamente ligada ao dia a dia dos usuários: viagens que deixaram de ser realizadas, o que compromete a regularidade do serviço e aumenta o tempo de espera nos pontos de ônibus.

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Entre as autuações registradas em 2025, a maioria está concentrada em problemas operacionais. Veja o ranking:

1.  Viagens não realizadas: 32.859
2.  Antecipar ou atrasar horários: 3.718
3.  Alteração de itinerário: 298
4.  Primeira ou última viagem não realizada: 283
5.  Pneu careca: 266

As multas são aplicadas às nove empresas e cooperativas responsáveis pela operação do transporte coletivo na cidade.

Segundo Cláudio José Fernandes, coordenador de Fiscalização e Operação de Transporte da Emdec, as multas variam de 50 a 100 UFICs (Unidade Fiscal de Campinas). Em 2025, cada unidade correspondia a aproximadamente R$ 4,88 reais. Ou seja, o valor total de multas aplicadas no ano está estimado entre R$ 9,6 milhões e R$ 19,2 milhões.

“Aumentou mais por conta do próprio usuário que tem nos auxiliado bastante em ter apontado essas possíveis falhas que estão acontecendo e eles colocam os locais e as linhas que estão sendo prejudicadas e, dessa forma, a fiscalização vai e consequentemente, diante a falha, a gente consegue fazer a fiscalização e a autuação apresentada”, afirmou o representante.

Ao todo, a metrópole possui nove operadoras do serviço de transporte público.

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Atuam no serviço de transporte público de Campinas:

  • Sistema convencional: VB, Urbcamp, Itajaí, Onicamp, Campibus e Pádova
  • Sistema alternativo (cooperativas): Altercamp, Cotalcamp, Cooperatas e Coopcamp.

O que dizem as cooperativas

Em nota, a Altercamp afirmou que muitos permissionários do sistema alternativo operam com apenas um ônibus, o que pode provocar falhas quando o veículo quebra ou precisa passar por manutenção. Segundo a cooperativa, nesses casos, são feitas tentativas de manter o atendimento aos passageiros. A Altercamp também informou que solicitou à Emdec um enquadramento específico para o sistema alternativo, que permita uma logística operacional mais adequada.

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Já a Coopcamp declarou que a Emdec é informada em tempo real quando ocorrem quebras de veículos, mas que essas informações nem sempre chegam aos fiscais que estão nas ruas. A cooperativa também defende mudanças no sistema de comunicação e a renovação da frota, que, segundo a entidade, está envelhecida.

Como denunciar

Usuários podem registrar reclamações e denúncias sobre o transporte coletivo pelos seguintes canais:

•   Telefone 118 (Emdec)
•   Aplicativo da Emdec
•   WhatsApp da Emdec

Nova licitação

A Prefeitura de Campinas publicou em dezembro o edital que abriu a concorrência para a nova concessão do transporte público coletivo da cidade. O documento marcou o início de uma etapa decisiva para a reestruturação do sistema de ônibus, cuja operação será licitada para um período de 15 anos.

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A abertura das propostas e análises de documentos será conduzida na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, responsável por gerenciar todo o processo. A escolha busca reforçar segurança, transparência e padronização na concorrência.

Os interessados deverão apresentar três envelopes por meio de corretoras credenciadas à B3:

  • credenciamento e garantias;
  • proposta financeira;
  • documentação de habilitação.

O primeiro envelope será aberto em 10 de fevereiro de 2026. A sessão de abertura das propostas financeiras está marcada para 23 de fevereiro, às 11h, na sede da B3.

A empresa ou consórcio que apresentar a melhor proposta avança para a análise de habilitação. Se não houver impedimentos, vence a licitação.

O edital define dois lotes principais de operação (Norte e Sul) e prevê mudanças como:

  • Renovação total da frota, com investimento estimado em R$ 1,7 bilhão ao longo do contrato;
  • Inclusão mínima de 60 ônibus elétricos nos primeiros anos e exigência de veículos Euro 6 para o restante;
  • Operação integrada ao BRT, com reorganização de linhas para melhorar conexões entre bairros e terminais;
  • Modernização do PAI-Serviço, com renovação de veículos e diretrizes de gestão;
  • Arrecadação e bilhetagem sob modelo compartilhado entre Emdec e concessionárias, com auditoria independente;
  • Remuneração por desempenho, com metas de pontualidade, regularidade, limpeza e acessibilidade.

Somados, os contratos de concessão chegam a R$ 11 bilhões em 15 anos. Além da frota, a cidade deve receber investimentos em tecnologia embarcada e infraestrutura de terminais e estações, estimados em R$ 1,9 bilhão.

A elaboração do edital envolveu audiências públicas, consultas à população e contribuições de conselhos como o de Mobilidade Urbana, do Idoso e da Pessoa com Deficiência.

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André Galassi
André Galassi
André Galassi é natural de São Carlos-SP. É repórter do acidade on Campinas desde 2025 e está no Grupo EP desde 2023, com experiência na apuração e produção da EPTV Campinas. Sempre antenado nas novidades do esporte e da música sertaneja.

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