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CampinasCotidianoNúmero de furtos em apartamentos cresce em quase 13% em Campinas

Número de furtos em apartamentos cresce em quase 13% em Campinas

De acordo com a SSP-SP, furtos a residências cresceram em geral em Campinas, mas o destaque vai para ocorrências envolvendo apartamentos

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O número de furtos em apartamentos em Campinas registrou aumento em 2025, com crescimento de quase 13% em comparação ao ano anterior. Os dados são da Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e indicam uma alta geral nos crimes contra residências no município.

Segundo o levantamento, o avanço dos furtos em apartamentos chama atenção por ocorrer em um ritmo superior ao observado em outros tipos de imóveis. O cenário reforça a preocupação com a segurança residencial em Campinas, especialmente em condomínios verticais.

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Ao considerar casas e apartamentos, incluindo também furtos de veículos, Campinas contabilizou 1.028 ocorrências em 2024. Em 2025, esse número subiu para 1.053 registros, apontando uma tendência de crescimento nos crimes patrimoniais.

Quando analisados apenas os furtos em apartamentos, foram 85 ocorrências em 2024, contra 96 registros em 2025, o que confirma a elevação expressiva desse tipo de crime na cidade.

Apartamento revirado

Uma das vítimas de furto em apartamento foi a enfermeira Kristine Lemos. No último dia 17 de janeiro, ela e o marido encontraram o local completamente revirado após passarem o dia fora.

“Ligaram para a portaria do prédio, falaram que era o meu marido e que ia vir o filho dele com a Nora. Deram nomes errados, né, porteiro também não se certificou disso. Falando que eles podiam entrar, que eles estavam com a chave”, Kristine contou em entrevista à EPTV Campinas.

Após a ligação, câmeras de segurança flagraram o momento em que uma dupla de bandidos, um homem e uma mulher, chegaram ao prédio. Em um segundo registro, os criminosos já aparecem deixando o local carregando os objetos furtados e usando as próprias roupas das vítimas.

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“Levaram tudo. Levaram joias, arrancaram o cofre, tudo de pertences. O cofre da parede, o cofre era fixado na parede, eles arrancaram”, contou Kristine.

A vítima ainda quer entender como os bandidos possuíam informações sobre ela e a família.

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“Como é que sabia que a gente ia sair naquele momento? Como é que sabia que a gente ia passar o dia fora? Como é que se sabe o nome do meu marido? Como é que sabe que meu marido tem um filho? Então, são informações muito privilegiadas. Então assim, é como a polícia fala, ‘é passado a fita’”, disse.

Questionada sobre o caso de Kristine, registrado no 13º Distrito Policial de Campinas, a Polícia Civil afirmou que está realizando diligências, aguardando o resultado de laudos e a elaboração também para identificar os autores do crime e esclarecer a totalidade dos fatos.

Outro prédio de Campinas já foi invadido por duas vezes. Câmaras de segurança também flagraram o momento e, inclusive, a suspeita é que o mesmo homem tenha cometido o crime em ambas ocasiões.

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“Na primeira vez, tentou levar uma bicicleta, ele não conseguiu levar, porque o pessoal se manifestou, o pessoal abriu a janela do apartamento, começaram a gritar. Na segunda vez, ele conseguiu levar uma escada e uma barraca, que tinha em uma das garagens. Isso pulando o muro também”, contou o aposentado Fábio Barbosa, um dos moradores do prédio.

Segundo Fábio, depois disso foram tomadas novas medidas. “Nós trocamos a cerca elétrica, aumentamos o número de câmeras. E agora a gente está contratando portaria eletrônica também. Vamos ver se isso melhora”, disse.

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Digitalização do crime

De acordo com Márcia Gomes, especialista em segurança patrimonial, hoje em dia os criminosos “acabam se valendo da digitalização do crime”.

“Então, eles podem monitorar moradores de condomínios, eles acabam usando as redes sociais, eles usam a tecnologia para verificar a movimentação de determinado condomínio. Se passam por moradores, se passam por visitantes, falsos entregadores. Tem pessoas que viajam e colocam lá na rede social, estou viajando, mostram onde mora. As pessoas têm que evitar esse tipo de comportamento”, disse.

A especialista ainda ressalta a importância do preparo e treinamento constante de quem trabalha nas portarias.

“É importante que ocorra um treinamento constante dos colaboradores orgânicos de um determinado condomínio. Ou mesmo que o condomínio contrate empresas de segurança idôneas, sérias, com registro na Polícia Federal e empresas que fazem essa reciclagem dos seus colaboradores, treinamentos, fazem simulações de invasões”, disse.

*Com informações da EPTV Campinas

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Larissa de Morais
Larissa de Morais
Formada pela Universidade São Francisco, é repórter no acidade on | EPTV Campinas. No Tudo EP, site de entretenimento da EPTV, foi repórter, assistente de mídias digitais e estagiária de jornalismo. Com passagem por sites de entretenimento e jornalismo independente, tem experiência em redação de material jornalístico para editorias de diferentes segmentos de hard e soft news e em produção de conteúdo para a internet.

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