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Entenda o que vai mudar nas escolas da rede estadual em 2026

A partir do próximo ano, escolas do estado de SP adotarão um novo modelo de gestão escolar que ajusta o número de diretores, vice-diretores e coordenadores pedagógicos

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A partir de 2026, as escolas da rede estadual de São Paulo terão uma nova estrutura de gestão. O anúncio, feito nesta segunda-feira (1º) pela Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), prevê que o número de gestores será proporcional ao total de alunos atendidos. Na prática, quanto maior o porte da unidade, maior será o quadro de direção e coordenação pedagógica.

A medida faz parte de um pacote de ajustes administrativos da Seduc, que tem como objetivo tornar a gestão mais eficiente e focada na melhora dos índices de aprendizagem.

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A proposta também prevê uma divisão mais clara da gestão entre Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio — um modelo já comum na rede privada, mas ainda pouco adotado nas escolas estaduais. Hoje, há situações em que escolas menores contam com diretor, vice-diretor e coordenador, enquanto unidades muito maiores operam com equipes reduzidas, o que gera desequilíbrios na administração e no acompanhamento pedagógico.

Em unidades acima de 1.500 estudantes, por exemplo, o número total de profissionais na gestão poderá chegar ao triplo do quadro atual, já que diretores de grandes escolas demandam mais apoio para garantir resultados pedagógicos satisfatórios – entenda abaixo.

Como vai funcionar a nova estrutura das escolas estaduais

Com o novo modelo, quanto maior o porte da escola, maior será a equipe gestora — composta por diretor, vice-diretor e coordenadores pedagógicos. A divisão considera faixas específicas de número de matrículas:

Número de alunosDiretorVice-diretor(es)Coordenador(es)
Até 200 alunos11
201 a 500 alunos111
501 a 600 alunos112
601 a 800 alunos122
801 a 1.000 alunos123
1.001 a 1.100 alunos133
1.101 a 1.500 alunos134
Acima de 1.500 alunos135

Escolas de Campinas que se enquadram no novo patamar

Oito escolas estaduais de Campinas têm mais de 1,5 mil alunos e, portanto, receberão o reforço mais robusto de gestores, caso já tenham aderido ao programa:

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  • Profª Celeste Palandi de Mello
  • Prof. Dr. Paul Eugene Charbonneau
  • Elvira de Pardo Meo Muraro
  • Dom Barreto
  • Prof. Newton Pimenta Neves
  • Francisco de Assis
  • Jardim Marisa
  • Profª Benedicta de Salles Pimentel Wutke

Funcionários serão demitidos?

Não. De acordo com o governo estadual, o reforço na equipe gestora será feito prioritariamente com servidores que já atuam nas unidades.

Se uma escola, por exemplo, passar de 1 para 5 coordenadores, a Seduc-SP afirma que buscará preencher as vagas internamente, como forma de valorização e incentivo aos profissionais que já estão na rede.

Somente se não houver servidores disponíveis é que serão abertos novos editais — e isso a partir de 2026, de forma escalonada.

“Grandes escolas precisam de mais apoio”, diz Seduc-SP

Para o supervisor educacional da Seduc-SP, Eric Vellone Coló, a reorganização atende a uma demanda apresentada pela própria rede.

As grandes escolas precisam de mais apoio. O diretor de uma grande unidade necessita de mais suporte para alcançar resultados pedagógicos satisfatórios. O objetivo é gerar equilíbrio e equidade, para que os gestores não se sintam desassistidos”,

afirma.

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Ele reforça que nenhuma escola ficará sem diretor, coordenador ou gerente de organização escolar, e que a proposta não visa excluir servidores, mas sim otimizar os recursos já existentes.

Possível divisão de grandes escolas em duas gestões

Paralelamente a essa reorganização, o governo também trabalha em outro projeto: escolas com mais de 1.200 alunos poderão ser divididas em duas gestões, uma voltada ao Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e outra ao Ensino Médio. Essa proposta ainda está em andamento.

A APEOESP, sindicato dos professores do estado, se posicionou totalmente contra a nova reestruturação. Segundo a entidade, não houve diálogo e a medida foi elaborada “a toque de caixa”.

O sindicato afirma que a mudança não resolve problemas estruturais e pedagógicos que impactam a qualidade do ensino e que está gerando insegurança entre os docentes, além de temer que o aumento de gestores intensifique cobranças sobre os professores.

E o que diz a secretaria da Educação?

A EPTV solicitou uma posição da Seduc-SP sobre as críticas e preocupações levantadas pela APEOESP, mas, devido ao curto prazo, a pasta ainda não enviou resposta.

*Com informações de Helen Sacconi/EPTV Campinas

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Laura Nardi
Laura Nardi
Repórter Web no ACidade ON Campinas. Graduada em Jornalismo pela PUC-Campinas, tem passagem pelos portais Tudo EP e Jornal de Valinhos. Adentrou no Grupo EP em 2023 e atua nos conteúdos digitais, enfaticamente com a parte textual.

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