
Uma ONG encontrou cerca de 90 gatos em uma casa localizada no bairro Castelo Branco, em Indaiatuba. Os animais seriam de uma moradora que foi despejada da residência, e após a mudança, ficaram abandonados no imóvel. Alguns deles foram encontrados doentes e precisaram de atendimento veterinário.
Segundo uma das responsáveis pela organização Anjo de Patas, na casa, moravam dois irmãos, uma mulher de 50 anos e um homem de 40, que sofreram uma ordem de despejo devido às condições inadequadas do lugar e ao atraso no pagamento do aluguel do imóvel.
Quando os oficiais chegaram à residência e se depararam com a situação compatível com a acumulação de animais, eles decidiram entrar em contato com a ONG, que está fazendo a retirada dos animais. Primeiro, foram retirados 20, que estavam mais debilitados. Outros 70 continuam no imóvel, na Rua Uruguaiana.
NÃO É A PRIMEIRA VEZ
Contudo, segundo a voluntária da ONG, Andreia Passos, essa não é a primeira vez que a organização é chamada no local.
“Ao perceber a situação dos animais, acabaram nos contatando. E aí observando o nome e o endereço, nós percebemos que era a mesma família que, alguns anos atrás, nós nos deparamos com a mesma situação de despejo, de acúmulo de coisas e de animais. Na outra vez, foram cem animais e agora a gente acredita que é uma média de noventa, fora os que acabaram se perdendo aí para a rua”, contou Andrea.
De acordo com os moradores da rua, a Prefeitura já foi comunicada a respeito do incômodo trazido pelos animais, mas nada foi feito. “Os gatos incomodam sim os vizinhos, entram nas casas. No meu caso, entram também no quintal, entram no telhado, já arrumei o telhado várias vezes”, informou Irma de Araújo.
A ONG conseguiu resgatar 20 gatos que estavam doentes, mas os outros 70 permanecem na casa. A ideia da organização é fazer um novo gatil, para conseguir receber os animais com segurança e realizar um trabalho de recuperação e reabilitação.
A Prefeitura de Indaiatuba afirmou que não foi formalmente comunicada sobre o acúmulo de animais e que a secretaria de Serviços Urbanos e Meio, responsável pelo CRA (Centro de Reabilitação Animal), ainda está decidindo quais providências serão tomadas.