
O Hospital da Unimed de Americana confirmou nesta segunda-feira (27) que a mulher de 31 anos que estava internada com suspeita da “doença da urina preta” teve alta no último dia 25.
Apesar da confirmação da saída, a unidade e a Administração municipal não detalharam como foi a internação dela e quais os tipos de tratamento aplicados no período.
“Não podemos informar outros detalhes do prontuário médico devido ao sigilo da informação”, disse em nota a entidade privada.
INVESTIGAÇÃO
Não se sabe quando a paciente deu entrada no hospital, mas a informação de que o caso era acompanhado e investigado pela Vigilância Epidemiológica foi divulgada no dia 22.
Um dia depois, a Prefeitura de Americana disse que ela não tinha histórico de viagens. Em nota, a Saúde disse que se for confirmada, a doença será tratada como “episódio local”.
O Executivo também não divulgou se a mulher ingeriu algum alimento que poderia conter a toxina (leia mais abaixo), mas confirmou que ela apresentou os sintomas mais comuns da síndrome: náusea, vômito, dor e distensão abdominal e urina de coloração escura.
No dia 24, os exames de sangue e urina da paciente foram enviados para um laboratório de referência da doença em Santa Catarina e não há uma data prevista para a divulgação do resultado.
Se o caso for confirmado, será o primeiro do estado de São Paulo.
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SÍNDROME DE HAFF
A síndrome de Haff, também conhecida como “urina preta”, é comum no estado do Amazonas, é causada por toxinas de peixes e crustáceos e apresenta como sintomas rigidez muscular, frequentemente associada ao aparecimento de urina escura, que resulta de insuficiência renal.
Além disso, se constitui em um tipo de rabdomiólise, nome dado para designar uma síndrome que gera a destruição de fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro das fibras – como eletrólitos, mioglobinas e proteínas – no sangue.
Em nota, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) informa que os primeiros sinais e sintomas podem se manifestar nas 24 horas após o consumo de peixe cozido, lagostim e outros frutos do mar contaminados.
ALERTA
O Mapa também alerta sobre uma possível relação entre os casos de doença de Haff, conhecida como “urina preta”, observados este ano no Brasil, e o consumo de peixes, mariscos e crustáceos sem o selo dos órgãos de inspeção oficiais.
De acordo com a pasta, todos os casos notificados e em investigação estão sendo acompanhados por epidemiologistas do Ministério da Saúde, em cooperação com os LFDA (Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária) e o IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina).