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CampinasCotidianoPacientes com diabetes reclamam de falta de produtos em farmácia de alto custo de Campinas

Pacientes com diabetes reclamam de falta de produtos em farmácia de alto custo de Campinas

Sensores, fitas e tipos específicos de insulina não são entregues há meses; casos envolvem decisões judiciais e risco à saúde

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Pacientes com diabetes tipo 1, que têm direito a medicamentos e insumos por decisão judicial, estão enfrentando dificuldades para manter o tratamento em Campinas. Eles relatam a falta constante de itens essenciais na FME (Farmácia de Medicamentos Especializados), conhecida como farmácia de alto custo, vinculada à secretaria de Estado da Saúde.

Entre os produtos em falta estão fitas para medição de glicemia, sensores e tipos específicos de insulina, prescritos por recomendação médica. São itens que não fazem parte da distribuição padrão do SUS, mas que são garantidos por via judicial por atenderem melhor ao quadro clínico dos pacientes.

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Tratamento para diabetes pode custar até R$ 3 mil por mês

Sem o fornecimento regular, os pacientes enfrentam um dilema: ou interrompem o tratamento ou arcam com valores altos em farmácias comerciais. Um único sensor, por exemplo, custa cerca de R$ 350 e dura apenas duas semanas. O custo mensal do tratamento pode chegar a R$ 3 mil, segundo os pacientes ouvidos pela reportagem.

Esses produtos são essenciais para quem vive com diabetes tipo 1, doença autoimune que exige controle rigoroso e diário da taxa de açúcar no sangue.

“Sem medir minha glicemia, é um tiro no escuro”

A estudante Vitória Kamile da Silva tem diabetes tipo 1 e depende de sensores de glicemia e dois tipos de insulina, fornecidos gratuitamente após uma decisão judicial. Nesta sexta-feira (11), ela utilizou a última unidade disponível do sensor. A última vez que conseguiu todos os itens necessários foi em abril.

“Toda semana a gente vai até lá e é sempre a mesma resposta: que não tem previsão”,

desabafa.

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A Maria Carolina Paltanin, que também tem diabetes tipo 1, enfrenta situação semelhante. Desde a decisão judicial que lhe garante os medicamentos, já teve que registrar boletins de ocorrência por descumprimento da sentença. Há três meses, não consegue todos os itens necessários.

“Eu não tenho condições de comprar. Os sensores, por exemplo, vou ficar sem. E minhas fitas estão acabando. Sem medir minha glicemia, é um tiro no escuro”,

afirma.

“Eles sabem da demanda judicial, então deveriam comprar com base nessa previsão. Mas parece que compram pouco, entregam por um tempo e depois param, sem previsão”.

O que dizem as autoridades

Em nota, o DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas informou que:

  • A paciente Maria Carolina retirou insulina Humalog recentemente e foi orientada a buscar a insulina Lantus na Farmácia de Medicamentos Especializados. No entanto, ela ainda aguarda as fitas e o sensor, que não têm prazo definido para entrega.
  • A paciente Vitória tem retorno agendado para 24 de julho, para retirada da insulina Humalog. Os demais insumos estão em processo de compra.

A secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alegou que as compras dos medicamentos (mesmo os determinados por decisão judicial) dependem de processos licitatórios, seguindo a legislação federal. Entre os fatores que impactam a finalização desses trâmites estão leilões eletrônicos e procedimentos administrativos obrigatórios.

*Com informações de Victor Hugo Bittencourt/EPTV Campinas

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Laura Nardi
Laura Nardi
Repórter Web no ACidade ON Campinas. Graduada em Jornalismo pela PUC-Campinas, tem passagem pelos portais Tudo EP e Jornal de Valinhos. Adentrou no Grupo EP em 2023 e atua nos conteúdos digitais, enfaticamente com a parte textual.

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