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Paixão pela música raiz mantém projeto vivo há 17 anos em Socorro

Pelo menos 500 pessoas já passaram pela ação cultural e social promovida pelo Grupo Morena da Fronteira de Viola Caipira, criado por Ângelo Adriano Correa

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Grupo Morena da Fronteira (Foto: Divulgação/Morena da Fronteira)
Ângelo Adriano Correa, de 51 anos, cresceu no bairro do Oratório, em Socorro, e ainda criança sonhava em tocar a viola que o pai tinha em casa. Sonho mesmo, porque o pai tinha outros planos para o menino. Mas aos 32 anos, o destino o levou a Monte Alegre do Sul, cidade que fica apouco menos de 29 quilômetros de sua terra natal. Foi lá que Adriano teve suas primeiras aulas com o instrumento e pode, enfim, se tornar músico.

A alegria de arranhar os primeiros acordes na viola foi tão intensa que Adriano não conseguiu guardar a paixão apenas para si. “Precisava compartilhar”, diz. Foi então que em 2004, já com o Grupo Morena da Fronteira, criou um projeto musical e social com o objetivo de levar o aprendizado para quem, assim como ele, tem a música sertaneja raiz no sangue. Já são mais de 500 alunos ao longo dos anos. “Todo mundo generaliza a palavra caipira e a usa de maneira até chula. Eu amo ser caipira. A viola tem a força do interior”, ressalta o músico, com entonação apaixonada.

Ângelo Adriano divide seu tempo entre o ofício de pedreiro e professor de música, ocupação que realiza de maneira voluntária. “Desde pequeno tive que lutar. Aos 12 anos precisei abandonar a escola pra trabalhar e ajudar meus pais na olaria na parte da manhã. À tarde ia para lavoura. Depois saí de casa e fui trabalhar em um hotel, onde fui faxineiro, barman e garçom. Agora, realizo sonhos”.

O nome Morena da Fronteira homenageia a cidade de Socorro, que antes de ficar conhecida pelo turismo, esportes de aventura,  malharias e a intensa rotina cultural trazia o codinome. “Socorro faz fronteira com cinco cidades mineiras, por isso o nome de Morena da Fronteira”, explica Correa. 

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O projeto de ensinar música de viola para crianças e adolescentes ganhou grande projeção com o passar do tempo e hoje conta une as orquestras de adultos e crianças ao programa Viola na Escola, que começou em 2008 e se transformou realização pessoal de Adriano.  

“Em vez de ir almoçar eu ia dar aula pra criançada nas escolas de maneira voluntária. Me sinto muito feliz com o Viola na Escola. Ele mantém viva a música caipira. Sinto que de alguma forma devolvo para o universo o que o universo me dá”, relata.

O projeto iniciado com o Morena da Fronteira já alcançou também outros rincões, como Serra Negra, Pinhalzinho e Pedra Bela. Além disso, o grupo ainda conta com o “Viola no Asilo”, um ato de solidariedade, que antes da pandemia, uma vez por mês, levava horas de alto astral aos moradores do asilo José Franco Craveiro. A chamada “Tarde da Alegria” deve ser retomada no terceiro domingo de setembro.

PANDEMIA CHEGA COMO DESAFIO 

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Em entrevista ao ACidade ON/Circuito das Águas, Ângelo Adriano revela que o período pandêmico foi desafiador, mas ao mesmo tempo inovador. Com a alta nas transmissões de lives, ele se sentiu inspirado e decidiu dar aulas on-line. “Minha maior dificuldade foi a tecnologia, o T.I aqui é meio complicado”, brinca.

Atualmente realiza transmissões semanais através do Facebook da Secretaria de Cultura de Socorro. Também faz lives aos domingos ao lado de convidados. São shows que carregam uma plateia fiel de várias partes do Brasil e até mesmo do México. “O domingo não tem graça se não tiver a cantiga”, afirma o músico.

O violeiro garante que mesmo com o retorno parcial das atividades presenciais, ele não abrirá mão das transmissões e aulas on-line, justamente para poder atender públicos de outras localidades. 

COMO PARTICIPAR 

 Hoje o Grupo Morena da Fronteira de Viola Caipira conta com um espaço próprio, na Casinha da Viola, dentro do Centro Cultural de Socorro, na Rua XV de Novembro, 210, no centro. Interessados em ter aulas devem comparecer presencialmente ao local. “Estamos sempre a disposição, durante o ano todo nossa missão é servir”, assegura o professor.  

“Sempre aceitamos novos participantes. Como se diz lá na roça, a porteira tá sempre destrancada”. Adriano alerta, porém, que quem já tem algum conhecimento em viola e deseja participar da orquestra deve passar por uma avaliação. 

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