
O comércio da RMC (Região Metropolitana de Campinas) prevê faturar 8% a mais em 2022 com as vendas de Páscoa, comparado ao mesmo período do ano anterior. O levantamento é da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campinas).
Segundo os dados, a região deve faturar 300,2 milhões neste ano, contra 278 milhões no ano passado. Vale lembrar que nesta época, entre março e abril, o estado de São Paulo e a RMC passaram por um pico de casos e mortes de covid-19, impondo restrições ao comércio e a circulação de pessoas.
Na cidade de Campinas também está previsto aumento de vendas de Páscoa. A alta é de 7,95%. Ano passado foram 132 milhões em vendas e, neste ano, a expectativa é de 142,5 milhões.
CENÁRIO POSITIVO
Além do aumento nas vendas, o tíquete médio deve aumentar 4,55% e, as vendas digitais também podem ter uma elevação de quase 20% sobre o faturamento de 2021, gerando um cenário positivo segundo a ACIC.
A contratação de mão de obra temporária também deve ser melhor este ano em relação ao ano passado, segundo o economista Laerte Martins, tanto em Campinas quanto na RMC.
Enquanto em 2021 foram contratados 306 trabalhadores temporários nas cidades da região metropolitana, em 2022 a previsão é de que sejam disponibilizadas pelo menos 675 vagas temporárias, um aumento de 120,60%.
Em Campinas, o economista estima a abertura de 340 postos temporários de trabalho no período da Páscoa, contra as 154 vagas oferecidas em 2021 (aumento de 120,7%).
VALOR DO TÍQUETE
Espera-se ainda que o tíquete médio das compras no período da Páscoa seja 4,55% maior em 2022, passando dos R$ 110 obtidos em 2021 para R$ 115 este ano.
Nas vendas digitais, a evolução prevista é positiva em 19,3% sobre 2021. O e-commerce deve faturar R$ 68 milhões em 2022, contra R$ 57 milhões faturados em 2021. Comparando as vendas previstas na Páscoa deste ano com 2019, período pré-pandemia, o volume em 2022 deve registrar uma redução de 43,7%.
A comercialização de ovos de Páscoa e chocolates, no geral, também deverá ser menores em 6,50%, o que significa uma redução de 202 toneladas que deixarão de ser vendidas em 2022.
FASE EMERGENCIAL
“No ano passado, por ocasião da Páscoa, estávamos na chamada “Fase Emergencial”, devido à segunda onda da covid-19, que criou grandes restrições às vendas do varejo, tanto dos produtos essenciais quanto dos não essenciais.
O efeito emergencial foi tão impactante que o comércio, praticamente, não efetuou a contratação de temporários, utilizando a própria mão de obra do seu quadro social. A perspectiva é muito baixa, apesar da expansão de 120% em relação a 2021″, explica o economista Laerte Martins.
Para esta Páscoa, de acordo com ele, a redução dos efeitos da pandemia, motivada principalmente pela vacinação em massa da população, promete vendas mais positivas que as duas datas anteriores.
“Vale lembrar que a invasão da Ucrânia pela Rússia já está refletindo negativamente em toda a economia internacional, com a queda dos valores das principais moedas, com o desarranjo cambial internacional e com o aumento da inflação em decorrência da alta dos preços das matérias primas, commodites, produtos agrícolas e, principalmente, petróleo, energia e gás natural. Com o impacto do dólar e da inflação em alta, o preço dos ovos de Páscoa e matérias primas, bem como os produtos alimentícios importados, apresentam uma elevação em torno de 5,5%, o que implica na perda do poder de compras do consumidor.”, acrescenta.
“Desta forma, pesquisas indicavam que, antes da crise Rússia / Ucrânia, o consumo desta Páscoa poderia ser até mais de 14% do registrado neste período, em 2021. No entanto, diante da atual conjuntura internacional, o consumo deve ficar, no máximo, na casa dos 8% de aumento na RMC e em Campinas”, analisa.