
*Matéria atualizada às 18h50 do dia 28 de outubro de 2021
Uma passageira do transporte público de Campinas denunciou um homem suspeito de tentar filmar debaixo da saia das mulheres dentro dos veículos e também nos pontos de parada do município.
Em um vídeo feito na manhã desta quarta-feira (27) dentro de um dos coletivos e compartilhado por outra usuária, ele aparece sentado enquanto tenta direcionar a câmera do celular para as partes íntimas de uma mulher em pé no corredor (veja o vídeo abaixo).
Segundo a moradora, a situação gravada aconteceu por volta das 6h40, em um dos pontos de parada da linha 117, na Avenida Orosimbo Maia. Ela conta ter visto esse mesmo homem semanas atrás em movimentos incomuns com o celular.
Ainda de acordo com a passageira, que pretende registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia da cidade, a mulher que gravou o vídeo disse também já ter visto o suspeito importunando e até tocando outras mulheres.
No Brasil, a importunação sexual é crime. A Lei entrou em vigor em setembro de 2018 e criminaliza ato libidinoso praticado contra alguém, e sem a autorização, a fim de satisfazer desejo próprio ou de terceiro. A pena é de 1 a 5 anos de prisão.
O QUE DIZEM A EMDEC E A GUARDA MUNICPAL
Em nota conjunta, a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) e a GM (Guarda Municipal) afirmaram que “desde o dia 24 de agosto, Campinas conta com o Botão de Emergência na Luta contra o Assédio (Bela), ferramenta disponível no aplicativo da Emdec que promove a segurança da mulher no transporte público”.
Conforme o texto, “quem for vítima ou presenciar situações de assédio no ônibus, pode acionar o ‘Bela’ pelo celular, indicando a linha em que a situação ocorreu”. O alerta chega à Central de Operações da Guarda Municipal, “que poderá abordar o ônibus, com base no itinerário da linha e localização da vítima. Após a abordagem, a GM segue os protocolos definidos para este tipo de caso”.
Além disso, conforme o comunicado, também está disponível no aplicativo da Emdec a opção “Registro de Denúncia”. “Neste caso, não há a abordagem do ônibus pela GM, mas o registro permite o levantamento de dados e estatísticas para a definição de estratégias para combate à violência contra a mulher”.
Por fim, o posicionamento justifica que “a partir das características apontadas e local da ocorrência, a GM também poderá realizar patrulhamento, e, se o assediador for identificado, poderá levá-lo para a delegacia”. Se a denúncia for registrada após o fato “é importante também realizar o Boletim de Ocorrência para que a Polícia Civil possa acompanhar e realizar as investigações cabíveis”.