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Denúncia de vice-presidente motivou ação em sindicato

A investigação aponta para crimes de furto qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro. São cumpridos nove mandados de busca e apreensão

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Policiais recolhem documentos de sede de entidade no Botafogo. Foto: Luciano Claudino/Código 19

A investigação que levou na manhã de hoje (27) policiais civis da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) a cumprirem mandados de busca e apreensão na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, no bairro Botafogo, em Campinas, ocorreu após denúncias do vice-presidente da entidade. A investigação aponta para crimes de furto qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Desde cedo os policiais estão na sede da entidade localizada na Rua Bernardino de Campos. Ao todo estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão a residência, escritórios de contabilidade, clube e na sede da entidade.

Computadores, documentos, notas fiscais recibos foram apreendidos da sede do sindicato e todo esse material será levado para a perícia. O presidente do sindicato Matusalém de Lima não foi intimado para depor, mas ele pode se apresentar à polícia quando quiser para esclarecimentos.

"Há um tempo, já desconfiamos disso e pedia investigação a autoridades. Cheguei até a denunciar no Ministério Público um eventual conluio com alguns empresários da região. Eles (Matusalém e um tesoureiro da entidade) nunca abriam o balancete para a diretoria. A diretoria nunca acompanhou quanto entra e quanto não entra. A gente não tinha noção", afirmou Izael Soares de Almeida vice-presidente da entidade.  

Ele ainda afirmou que o presidente e o tesoureiro são responsáveis pela finança do sindicato. "A gente percebia que eles levavam uma vida de ostentação. A mulher do tesoureiro sempre fazia viagens internacionais, resort no final do ano, caríssimo no Ceará. Então a gente percebe que não era tão normal a situação", disse.  
 
A polícia continua na tarde desta segunda-feira a cumprir os mandados no local. O delegado responsável pela investigação José Carlos Fernandes deve conceder entrevista ainda na tarde de hoje.  
 
O presidente do sindicato, Matusalém de Lima, já foi foi preso em 2008 por suspeita de participação em suposto esquema de extorsão pela empresa de planos de saúde Master Saúde. Ele receberia R$ 600 mil para que a entidade apoiasse a contratação da Master para atender os trabalhadores do transporte coletivo.


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