Aguarde...

ACidadeON Campinas

Campinas
mín. 20ºC máx. 36ºC

cotidiano

Gaeco faz operação contra fraudes à licitação e concurso público

Ao todo são cumpridos, cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão nas regiões de Campinas, Bauru e São José do Rio Preto

| ACidadeON Campinas

 

Saída de policiais para a operação hoje cedo em Campinas. Foto:Johnny Inselsperger/EPTV/EPTV

** matéria atualizadas às 12h  

A segunda-feira (7) começou com uma operação contra fraudes e corrupção em cidades da região de Campinas. A ação é comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, com apoio do Baep (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar). A operação é chamada de Apaniguados.

Logo cedo as equipes saíram da sede do Ministério Público em Campinas em direção aos focos da ação. A operação é contra crimes de fraude à licitação e a concurso público e também contra a falsidade ideológica e corrupção.  
 
Ao todo foram cumpridos, cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão nas regiões das cidades de Campinas, Bauru e São José do Rio Preto. Onze dos 13 mandados de busca são aqui na região: Campinas, Jaguariúna, Holambra, Cosmópolis, Santos Antonio de Posse e Nova Odessa.  
 
Em Campinas, as buscas foram feitas nos bairros Jardim Botânico e Cambuí. Há ainda buscas feitas na Secretaria de Serviços Públicos de Jaguariúna, na sede do Consórcio Intermunicipal na Área de Saneamento Ambiental de Cosmópolis e na Secretaria de Serviços Públicos de Santo Antônio de Posse.    
 
As investigações revelaram ainda a participação direta de agentes públicos no esquema. Os agentes seriam os responsáveis pela indicação dos candidatos que foram favorecidos nos concursos fraudados. Tudo isso com pagamento de propina.
  
Todos os mandados foram cumpridos e as cinco pessoas foram presas e já estão na sede da 2ª Delegacia Seccional de Campinas, no Jardim Londres, onde serão ouvidas. Os suspeitos detidos são: o ex-secretário de Secretário de Obras e Serviços de Jaguariúna, Lucas Gabriel Lopes; Rosana da Graça Sciascia Ramos da Silva, sócia da Orhion Consultoria, empresa que organiza concursos públicos; Dimas Antonio Starnini, superintendente do Consab (Consórcio Intermunicipal de Saneamento Ambiental), localizado em Cosmópolis; Carlos Magno Lucon, diretor da Secretaria de Serviços Públicos de Santo Antônio de Posse; Luiz Carlos Borges Machado da Silva, presidente do Saae e secretário de Serviços Públicos de Cordeirópolis. 
  
Durante mais de quatro meses de investigação, o Gaeco descobriu que o grupo, alvo da ação, é suspeito de fraudar concursos públicos, principalmente de consórcios públicos.

O promotor do Gaeco Daniel Zulian afirmou que a fraude começava na licitação da empresa que iria ser terceirizada no concurso. A fraude começou em 2014 e prejudicou cerca de 8 mil pessoas que participaram de concursos públicos que foram alterados. Ele explicou que o esquema alterava os cartões de respostas para ajudar os candidatos que seriam os indicados.  

"Desde o princípio era uma licitação direcionada, após a empresa, que faria o concurso, vencer ela promovia o concurso e fraudava com as indicações políticas", afirmou. Centenas de pessoas foram beneficiadas pelo esquema que continua sendo investigado pelos promotores.
 
OUTRO LADO

A defesa de Rosana da Graça Ramos da Silva, sócia da empresa de consultoria Ohrion, disse que a empresa foi vendida há cerca de um mês e que eles só devem se pronunciar depois de ter acesso aos autos.  

O advogado da Rosana, Ralph Tótima, também representa o ex-secretário de obras de Jaguariúna Lucas Gabriel Lopes, e reforçou que só vai se pronunciar depois de ter acesso aos autos.  

A reportagem não conseguiu localizar o advogado de Carlos Magno Lucon, diretor da secretaria municipal de Serviços Públicos de Santo Antônio de Posse. A prefeitura, disse que os alvos não tem nenhuma relação com concursos públicos da gestão atual, e que as denúncias estão relacionadas a contratações feitas pelo Consab, que é o Consórcio Intermunicipal e Saneamento Ambiental.  

A defesa de Luiz Carlos Borges Machado da Silva, presidente do Saae e secretário municipal de Serviços Públicos de Cosmópolis também não foi encontrada, mas a Prefeitura e o Saae também disseram que as licitações investigadas foram realizadas pelo Consab e não por eles. A administração está avaliando se continua ou não pertencendo ao consórcio, por não compactuar com qualquer tipo de irregularidade.  

A defesa de Dimas Antônio Starnini, superintendente do Consab, também não foi encontrada.

A defesa de Nágila Marma Lotierzo, que teve a casa como um dos alvos do Ministério Público disse que ela é dona de outra empresa de consultoria, que disputou uma licitação no interior de São Paulo e perdeu pra empresa Ohrion. A defesa dela afirmou que foi cumprido apenas um mandado de busca e apreensão porque as outras empresas participantes de mesmas licitações em que a empresa investigada também estão prestando esclarecimentos ao ministério público.



 


Comentários

"O site não se responsabiliza pela opinião dos autores. Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ACidade ON. Serão vetados os comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. ACidade ON poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios deste aviso."

Facebook

Mais do ACidade ON