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Agressão na Hípica: pai de vítima fala pela primeira vez

Paulo Mendes é pai do adolescente que foi agredido por outros três adolescentes em frente a Hípica

| ACidadeON Campinas

Pai do menor agredido fala pela primeira vez. Foto: Reprodução EPTV
 

A Justiça condenou, essa semana, os três adolescentes que espancaram um jovem, de 17 anos, em frente ao Clube Hípica em Campinas, no começo de setembro. Hoje (7), pela primeira vez, o pai da vítima conversou com uma equipe de reportagem da EPTV Campinas. Ele falou com exclusividade sobre as agressões e sobre a sentença.

Paulo Mendes é pai do adolescente que foi agredido por outros três adolescentes em frente a Hípica. O caso chamou bastante atenção na cidade devido a violência.

Quando soube que o filho agredido Paulo contou que ficou desesperado. "Estava trabalhando em São Paulo, meu filho me ligou, ele estava tendo já os primeiros socorros na Hípica. Ele me disse que tinha acabado de ser espancado, eu como qualquer pai, sai como um louco de São Paulo até aqui para ver como ele estava", afirmou.

As câmeras de segurança do clube registraram as agressões. Pelas imagens é possível ver os três adolescentes descendo do carro e indo chamar a vítima em sua casa. Ao sair, o adolescente é cercado e as agressões começam. O jovem foge, mas os outros adolescentes vão atrás. Depois de parar com o espancamento, os três entram em um carro e vão embora. A razão para tanta violência teria sido um beijo dado pelo filho de Paulo em uma garota, amiga da família de um dos envolvidos.

"Uma coisa é você imaginar o que fizeram com teu filho, você vê a violência, vê os ferimentos. Outra coisa é você assistir, ao vivo e a cores em alta definição, meu filho sendo espancado, seguidamente. Não foi uma só, a agressão. Ele foi perseguido enquanto tentava fugir. Ele foi espancado durante vários minutos, em várias fases", disse.

Paulo falou também sobre o carro que acompanhou parte das agressões. O veículo é de um advogado criminalista de Campinas, pai de um dos agressores. "O mais chocante pra mim, foi exatamente isso. Ver um maior de idade, que não só conduziu os menores, mas assistiu e por fim, foi embora sem prestar socorro ao meu filho", afirmou.

Os adolescentes foram denunciados pelo Ministério Público por lesão corporal. Eles passaram por audiência, no dia 19 de setembro, o juiz da terceira vara criminal de Campinas, Nelson Augusto Bernardes, determinou que eles fossem internados na Fundação Casa. No dia 11 outubro eles foram liberados na condição de liberdade assistida.

Na última quinta-feira a Justiça os condenou a prestar serviços comunitários em uma jornada de trabalho de quatro horas por semana durante seis meses.

"Quanto vale a vida de um filho. Pra mim como pai, claro que é difícil mensurar a pena que foi aplicada, mas pra mim o mais importante, o fundamental do trabalho da polícia, do MP, e da Justiça, é a mensagem que é dada de que uma violência assim não pode acontecer. E uma violência assim não fica e nem ficará impune seja aonde for, venha de quem seja ela praticada", terminou.

O pai de um dos agressores que aparece nas imagens responde a um processo na Justiça por corrupção de menores e lesão corporal grave. A defesa dele disse que ele separou a briga, retirou os meninos e que tentou socorrer o jovem, mas o garoto correu e acabou entrando na Hípica.

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