
Motoristas de Campinas já sentiram no bolso um novo aumento no preço dos combustíveis, isso ocorre desde a última semana pois os postos estão aumentando o valor do etanol, que agora chega a mais de R$ 5 o litro.
Um levantamento feito pela EPTV-Campinas apontou que sete postos da cidade confirmaram a elevação nos preços. Alguns confirmaram que o aumento é repassado desde o começo da semana passada. Já outros disseram que o repasse mo preço começou nos últimos dias.
Na maioria dos locais, os responsáveis informaram que o aumento foi de R$ 0,20. O maior aumento registrado foi de um posto no Jardim Santa Genebra, em que o preço do litro passou de 4,89 para R$ 5,29, alta de R$ 0,40.
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Procurado, o Recap (Sindicato dos Postos de Combustíveis de Campinas e Região) informou que desde março está havendo uma disparada no preço tanto do etanol vendido nos postos, como no etanol anidro – que é usado na composição da gasolina.
“Consequentemente, as distribuidoras estão repassando esses aumentos aos postos de combustíveis de forma imediata. Em paralelo a este cenário, aumentando a demanda pelo etanol, o produto sobe nas usinas”, explicou o sindicato em nota.
Já a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) disse que os preços dos combustíveis são livres no Brasil, por lei, desde 2002, e os valores são fixados pelo mercado.
“Não há preços máximos, mínimos, tabelamento, nem necessidade de autorização da ANP, nem de nenhum órgão público para que os preços sejam reajustados ao consumidor. A ANP não tem participação na formação dos preços dos combustíveis, não comenta variações e não faz previsões sobre reajustes”, afirmou a agência.
PESA NO BOLSO
As reclamações de consumidores já são generalizadas. Eles contam que se assustam a cada ida aos postos de combustíveis.
“É horrível, tá demais, você nem consegue andar muito, põe combustível nem mexe o ponteiro. Compensa mais andar de aplicativo do que de carro”, disse a auxiliar de dentita Dulce Santarosa.
Os aumentos também têm mudado a rotina de muitos moradores. “A gente tem que estar escolhendo o que fazer, tem que fazer tudo no mesmo dia para não ficar ‘picando’ muito e tendo gasto absurdo no final do mês”, disse o operador de processo logístico Márcio Pimenta.
“Tá absurdo, cada dia mais e mais, tudo caro, desse jeito a gente não sabe onde vai parar”, desabafou o motoboy Humberto Rodrigues.