Em entrevista à CBN Campinas, o presidente da Ponte Preta, Luiz Torrano, detalhou os primeiros desafios à frente da Macaca e revelou um cenário financeiro crítico neste início de 2026.
A equipe, que está virtualmente rebaixada à Série A2, precisou levantar cerca de R$ 5 milhões para quitar pendências, incluindo um transfer ban que impediu o clube de registrar novos jogadores, salários atrasados e despesas operacionais.
Tive poucos dias de trabalho efetivo. Na realidade assumi a partir do dia 5 de janeiro e as contas começaram a chegar. Tivemos o problema de pagamento aos jogadores. Tivemos o problema do transfer ban. Fora isso tivemos outros problemas.
Segundo o dirigente, uma das primeiras medidas da gestão foi evitar a paralisação das atividades do clube. Contas básicas, como água e energia, também pressionaram o orçamento.
Como a conta de luz, por exemplo, que aqui chega a dar de R$ 7 mil a R$ 8 mil. Chega conta de água, se não corta, chega funcionário. Falou-se até de greve, mas não foi uma greve legal. Faltaram um dia, mas não houve aviso ao patrão.
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Pagamento de salários
O presidente revelou que apenas para resolver o transfer ban foram necessários R$ 2,7 milhões. Além disso, cerca de R$ 1,5 milhão foi destinado a uma parcela dos salários dos jogadores, fora despesas do dia a dia.
Só de transfer ban foram R$ 2 milhões e 700. Só de salário para jogadores, uma parcela foi paga de 1 milhão e meio. Fora as despesas locais. Nós vamos tocando o clube no dia a dia. Os salários estão atrasados, mas é normal. São transtornos na falta de dinheiro.
Minimetas
De acordo com ele, a diretoria trabalha com “minimetas” para manter o funcionamento básico da instituição.
Esta (do transfer ban) já foi cumprida. Levantamos o que estávamos pendurados para não fechar o clube.
Nos primeiros 15 dias de janeiro, os gastos chegaram próximo de R$ 5 milhões. A estratégia, segundo Torrano, passa por receitas futuras e uma reestruturação interna.
Foram praticamente R$ 5 milhões: R$ 2,7 do transfer ban, R$ 1,5 milhão de pagamento, fora outros gastos. Jogo, gramado, dá R$ 20 mil. Levantamos isso com caixa zero. Temos investimentos e cotas de Copa do Brasil e Série B. Criamos o Departamento de Marketing, e os funcionários já estão correndo atrás de verbas. Nosso futuro é esse: pagar dívidas atrasadas com novos valores e seguir a vida.
No campo jurídico, a ideia é não passar por um novo transfer ban. Um dos casos citados envolvia uma cobrança inicial de R$ 600 mil do ex-zagueiro Luis Haquin, que acabou sendo renegociada para R$ 200 mil.
O Haquin pediu R$ 600 mil, tentamos entrar num acordo. Nosso Departamento Jurídico conseguiu uma redução da dívida para R$ 220 mil. Já autorizei o RH a fazer o pagamento, para não corrermos risco de transfer ban nesse sentido.
Por fim, o presidente fez um apelo direto aos torcedores, apontando o apoio das arquibancadas como fundamental para atravessar o momento delicado.
Vamos precisar da torcida. Somos a maior torcida do interior e, sem a torcida, o clube pode fechar. Precisamos do apoio dos nossos torcedores.
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