O presidente do Clube Americanense de Tiro, Eduardo Bazzana, de 68 anos, foi preso nesta quarta-feira (14), em Americana, durante uma operação do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) com apoio da Polícia Civil. Ele é suspeito de vender armas e munições para o Comando Vermelho, facção criminosa com atuação no estado do Rio.
A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de armamentos e munições. Os alvos foram a residência de Bazzana, uma extensão do imóvel localizada no mesmo condomínio, uma loja vinculada a ele e a sede do Clube Americanense de Tiro.


Bazzana foi encaminhado à Cadeia Pública de Sumaré, onde aguarda audiência de custódia marcada para esta quarta-feira, às 15h. Caso a prisão preventiva seja mantida, ele deverá ser transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Americana.
Defesa questiona prisão de presidente de clube de tiro e fala em ilegalidade
A defesa de Bazzana, representada pelo advogado Rogério Duarte, alega que todas as armas apreendidas estão regularizadas, com notas fiscais e autorizações legais emitidas pelo Exército. Segundo Duarte, a prisão foi “formulada e autorizada de forma totalmente ilegal, contra os preceitos do Código de Processo”.
O advogado afirma ainda que as negociações investigadas envolvem um atirador credenciado do Rio de Janeiro, com CR (Certificado de Registro) válido, que teria adquirido armamentos em São Paulo com autorização oficial.
“Até agora o que sabemos, e o que o senhor Eduardo Bazzana me passou, é que havia uma pessoa do Rio de Janeiro credenciada, que vinha ao estado de São Paulo para comprar armamento e munições, com autorização do Exército”,
disse o defensor.
Segundo ele, as transações com esse intermediário foram pontuais. “Não foram muitas negociações. No máximo duas ou três vezes, basicamente munições e, talvez, uma ou duas armas”, afirmou Duarte, que informou ainda que pretende ingressar com um pedido de habeas corpus.
Questionado sobre a acusação de ligação com o Comando Vermelho, o advogado negou qualquer envolvimento de seu cliente com a facção.
“Quem conhece o senhor Eduardo sabe que ele é uma pessoa idônea, íntegra. Jamais compactuaria com a venda de armamentos para criminosos.”
A defesa também questiona a legalidade da busca realizada em um segundo imóvel no mesmo condomínio, por não haver mandado específico para o local.
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