O primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil foi confirmado na semana passada. Embora as aves infectadas sejam do Rio Grande do Sul, a análise que confirmou o diagnóstico foi feita em Campinas, no LFDA (Laboratório Federal de Defesa Agropecuária), vinculado ao Ministério da Agricultura.
Referência na América Latina, o LFDA atua na identificação de agentes infecciosos com alto risco de transmissão e letalidade. A unidade localizada próxima ao Parque Ecológico opera com um rígido sistema de segurança biológica, justamente para evitar que vírus altamente contagiosos se espalhem durante os estudos laboratoriais.

Rede nacional
O laboratório integra uma rede nacional composta por seis unidades distribuídas por cinco regiões do país. Em São Paulo, a estrutura funciona desde 1979 e, em Campinas, abriga nove laboratórios voltados a diferentes programas do Ministério da Agricultura.
“Trabalhamos com programas de monitoramento de alimentos e bebidas, análise de vacinas veterinárias, alimentos, leite e também com análises microbiológicas. Além disso, conduzimos o Programa Nacional de Análise de Resíduos, com amostras vindas de frigoríficos e propriedades”,
explica Henrique Paloschi, chefe do Serviço Técnico Laboratorial
Investigação sobre caso de gripe aviária
As amostras do frango infectado chegaram este mês em caixas de isopor que mantêm a temperatura em até 8 °C, seguindo protocolos internacionais da OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal). A coleta é feita com swabs, semelhantes aos usados em testes de Covid, inseridos na traqueia e cloaca das aves.
“Os órgãos coletados são triturados, centrifugados e o líquido obtido é misturado com um tampão de lise, que inativa o vírus. A partir daí, o material pode ser transferido para outro setor, onde é analisado para identificar se há presença do material genético da influenza aviária”,
explica Juliana Nabuco Pereira Otaka, auditora fiscal federal agropecuária.
O laboratório de Campinas também foi responsável por detectar a presença do vírus em aves silvestres em 2023. Agora, o foco está em entender como o vírus chegou a uma granja comercial.
“É a pergunta de um milhão de reais”, afirma Juliana. “Vamos trabalhar em conjunto com a equipe de epidemiologia, fazendo o sequenciamento genético completo do vírus. Com isso, poderemos descobrir se a cepa é a mesma de 2023, se houve reintrodução, se é um novo vírus ou se a transmissão ocorreu por uma rota migratória.”
Outras amostras de aves com suspeita de infecção estão em análise no laboratório de Campinas, incluindo uma proveniente do Tocantins, cujo resultado deve ser divulgado ainda hoje.
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