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CampinasCotidianoProjeto das marginais da Santos Dumont avança, mas ainda não há prazo para início das obras

Projeto das marginais da Santos Dumont avança, mas ainda não há prazo para início das obras

Prefeitura de Campinas e a concessionária Via Colinas, responsável pela obra, se reuniram na tarde desta terça-feira (18) para discutir o projeto

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A discussão sobre o projeto, aguardado há anos, para a construção de vias marginais na Rodovia Santos Dumont (SP-75), em Campinas, teve novos avanços nesta semana. A Prefeitura de Campinas e a concessionária Via Colinas, do grupo Via Appia Concessões, se reuniram na tarde de ontem (18) para apresentar os apontamentos de várias secretarias municipais em relação ao projeto executivo já entregue e planejar os próximos passos. Apesar do avanço, ainda não há um prazo para que as obras no local sejam iniciadas. 

O secretário de Relações Institucionais, Marcos Lena, explicou que a concessionária irá analisar as sugestões das secretarias e uma reunião técnica será feita, em até 30 dias, para concluir o projeto e seguir para outros detalhes em relação à obra.  

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A construção de vias marginais na Santos Dumont é uma promessa antiga e muito esperada. A expectativa é que as marginais aliviem o tráfego, especialmente em pontos críticos como o acesso a Campinas pela Avenida Prestes Maia e no acesso aos bairros como Parque Oziel, Jardim do Lago e Jardim América, além de ser uma importante ligação para o distrito do Ouro Verde. A rodovia ainda é o principal acesso de Campinas ao Aeroporto Internacional de Viracopos e também a Rodovia dos Bandeirantes.  

O que falta para o projeto das marginais na Santos Dumont sair do papel?  

Segundo o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Marcelo Coluccini, os principais apontamentos apresentados pela Prefeitura durante a reunião foram sugestões referentes ao traçado das marginais.   

No projeto apresentado, o percurso passaria por uma ocupação do Parque Oziel, além de interferir em uma adutora da Sanasa e impactar pontos de ônibus administrados pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas).   

“Essas considerações serão levadas aos projetistas da concessionária e nós teremos uma reunião daqui a 30 dias para consolidar esse projeto e a gente poder seguir com o processo”, disse Coluccini.  

O diretor de Concessões da Via Appia, Thiago Moreira, afirmou que levará o projeto com as considerações da Prefeitura para que seja analisado e novamente apresentado, com os novos detalhes, na próxima reunião.  

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Segundo Coluccini, se as sugestões forem acatadas, após a reunião técnica o novo projeto será levado para a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), que irá prosseguir com o processo de licenciamento ambiental da obra.   

Com isso, por conta dos procedimentos que ainda irão acontecer, o secretário afirmou que não há uma previsão definida para início das obras das marginais na Santos Dumont.  

Como deve ser o projeto  

De acordo com o diretor de Concessões, a obra prevê:  

  • Marginais de sete quilômetros de extensão, nos dois lados da Rodovia Santos Dumont, com larguras variáveis ao longo do trecho;   
  • Construção de passarelas;   
  • Melhorias na iluminação e na sinalização.   

O valor estimado para a execução da obra está em R$ 400 milhões. Ela será executada pela concessionária Via Colinas e pelo Estado.  

O secretário Marcelo Coluccini destacou que a obra deverá beneficiar os mais de 600 mil usuários que usam a rodovia diariamente. Com a implantação das marginais, o tráfego “esmagado” nas vias da região também deverá ser amenizado.   

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Promessa antiga  

A Rodovia Santos Dumont é o principal acesso para o Aeroporto Internacional de Viracopos e também serve de ligação para moradores de bairros da cidade, como São José, Parque Oziel e Campo Belo, e para quem vive ou trabalha em municípios vizinhos, como Indaiatuba e Itu. Por esse motivo, os trechos próximos aos acessos de Campinas costumam registrar fluxo carregado em horários de pico.  

O governo paulista chegou a prever o início das obras entre 2015 e 2016. Orçado em R$ 42 milhões, o projeto da época envolvia intervenções entre os km 70 e 77 nos dois sentidos da via. Prevista para ser executada em 18 meses, porém, a construção das marginais nunca saiu do papel e deu lugar a outras propostas desde então.  

Foi feita uma elaboração do plano em 2018, quando ainda seria executado pela concessionária AB Colinas. Segundo Marcelo Coluccini, alguns dos impasses sofridos no projeto aconteceram por conta de o diálogo não ter avançado com a então responsável por realizar a obra, o que fez com que o projeto já durasse 15 anos de discussão.   

A Via Colinas é a atual responsável pelo trecho da Santos Dumont entre Itu e Campinas (do km 15 ao km 77+600), e também a empresa que dará andamento à obra das marginais. 

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Vitória Silva
Vitória Silva
Repórter no ACidade ON Campinas. Formada em Jornalismo pela Unesp, tem passagem pelos portais Tudo EP e DCI, experiência em gravação e edição de vídeos, produção sonora e redação de textos, com maior afinidade com temas que envolvem cultura e comportamento.

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