Rodrigo Augusto Lucena Barros, de 46 anos, morreu atropelado na pista do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas , durante a madrugada desta quarta-feira (2). Ele prestava serviço para uma empresa de manutenção de asfalto, contratada para atuar em obras no terminal. O acidente ocorreu enquanto equipes realizavam trabalhos na pista principal, que precisou ser fechada por cerca de duas horas, afetando 12 voos.
O caso é investigado pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), que já realizou uma diligência no local. As atividades das duas empresas envolvidas — a empregadora de Rodrigo e a do motorista que o atropelou — foram suspensas em Campinas até o fim das apurações.
Quem era o trabalhador que morreu atropelado em Viracopos
Morador de Diadema, Rodrigo era conhecido pelos amigos como “Digão” ou “Big”. Trabalhava viajando por diversas cidades brasileiras, prestando serviços em obras de pavimentação. De acordo com relatos de pessoas próximas, ele era uma pessoa alegre, que adorava samba, uma boa resenha e futebol.
Dinâmica do acidente
Segundo o boletim de ocorrência, Rodrigo foi atropelado por um Ford Courier que também prestava serviços no local. O motorista afirmou à Polícia Civil que fez o retorno na cabeceira da pista e não conseguiu ver Rodrigo, que estaria fora do campo de iluminação e sem o colete refletivo. Uma testemunha confirmou essa versão.
As autoridades, no entanto, investigam se a vítima estava de fato sem o colete ou se usava o equipamento por baixo de uma jaqueta, devido ao frio. O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Fiscalização e alerta para riscos
Além do MPT, o Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), órgão vinculado à Prefeitura de Campinas, também enviou representantes ao aeroporto. Eles confirmaram que nenhuma das empresas envolvidas é de Campinas e que ambas tiveram as atividades suspensas na cidade enquanto durarem as investigações.
O acidente reacende a preocupação com a segurança dos trabalhadores no aeroporto. Em abril deste ano, o MPT realizou uma audiência coletiva com empresas que atuam em Viracopos para discutir medidas de prevenção a acidentes, especialmente atropelamentos durante a movimentação de cargas.
Na ocasião, o Cerest apresentou um levantamento indicando um aumento de 62% nas notificações de acidentes de trabalho registrados por oito grandes empresas que atuam no terminal, entre 2023 e 2024.
As investigações seguem com análise de laudos periciais e imagens das câmeras de segurança do aeroporto.
*Com informações da EPTV Campinas
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