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Reclamações sobre transporte público crescem 76% em Campinas; veja principais queixas

Descumprimento de horários lidera reclamações registradas na Emdec; empresa atribui atrasos a fatores estruturais, como disputa por espaço viário e número de paradas

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O ano de 2025 terminou com aumento nas principais reclamações sobre o transporte público coletivo de Campinas. Dados divulgados pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) mostram que as queixas registradas pelos usuários cresceram em relação a 2024: o número de registros passou de 3.464, em 2024, para 6.104, em 2025.

As reclamações são recebidas pelos canais Fale Conosco Emdec, pelo telefone 118 e formulário web, e também pelo telefone 156, da Prefeitura. O levantamento considera manifestações relacionadas à operação do transporte coletivo urbano.

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Principais reclamações em 2025

Segundo a Emdec, as três queixas mais recorrentes foram as mesmas do ano anterior, mas todas com crescimento significativo:

• Descumprimento de horários:
Foram 6.104 reclamações em 2025, contra 3.464 em 2024, um aumento de 76,2%.
• Desatendimento a embarque e desembarque:
Registrou 1.810 queixas no ano passado, ante 1.472 no ano anterior — alta de 22,9%.
• Motorista imprudente:
Somou 1.088 reclamações, frente a 923 em 2024, crescimento de 17,8%.

O que diz a Emdec

Segundo o coordenador de Fiscalização e Operação de Transporte da Emdec, Cláudio José Fernandes, existem fatores estruturais que explicam o descumprimento de horários.

“Nós temos eixos que não têm corredor de ônibus, não possuem corredor. E [os ônibus] competem diretamente com os carros, né? Por exemplo, a própria Santos Dumont, são diversas linhas, a Prestes Maia, o eixo da Avenida Lix da Cunha, da Zeferino Vaz. São linhas que realmente têm uma alta demanda, um grande fluxo de veículos e ela compete diretamente sem corredor”, comenta o coordenador.

De acordo com Fernandes, a disputa pelo espaço viário, somada ao grande número de paradas ao longo do trajeto, também contribui para o aumento do tempo das viagens. Ele reconheceu ainda problemas recentes na operação do BRT25, que atende a região do Campo Grande.

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“Nós trouxemos a equipe da empresa aqui e conversamos com eles e pedimos ajustes. Eles se comprometeram num prazo máximo de 15 dias, ajustando a condição dos veículos para poder voltar à operação normal deles. Eles tiveram problema de aguardar peças dos ônibus articulados, esse tipo de coisa. E aí voltando, podendo comprar essas peças, efetua as manutenções e os ônibus voltam a operar normalmente”, disse o coordenador.

Atualmente, o sistema de transporte coletivo de Campinas conta com cerca de 900 veículos em circulação diariamente, realizando mais de 15 mil viagens por dia. Segundo a Emdec, o índice de cumprimento das partidas programadas é de 93%, enquanto o cumprimento dos horários chega a 72%, com dados atualizados diariamente no site da empresa.

Nova licitação do transporte

A Prefeitura de Campinas publicou em dezembro o edital que abriu a concorrência para a nova concessão do transporte público coletivo da cidade. O documento marcou o início de uma etapa decisiva para a reestruturação do sistema de ônibus, cuja operação será licitada para um período de 15 anos.

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A abertura das propostas e análises de documentos será conduzida na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, responsável por gerenciar todo o processo. A escolha busca reforçar segurança, transparência e padronização na concorrência.

Os interessados deverão apresentar três envelopes por meio de corretoras credenciadas à B3:

• credenciamento e garantias;
• proposta financeira;
• documentação de habilitação.

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O primeiro envelope será aberto em 10 de fevereiro de 2026. A sessão de abertura das propostas financeiras está marcada para 23 de fevereiro, às 11h, na sede da B3.

A empresa ou consórcio que apresentar a melhor proposta avança para a análise de habilitação. Se não houver impedimentos, vence a licitação.

O edital define dois lotes principais de operação (Norte e Sul) e prevê mudanças como:

• Renovação total da frota, com investimento estimado em R$ 1,7 bilhão ao longo do contrato;
• Inclusão mínima de 60 ônibus elétricos nos primeiros anos e exigência de veículos Euro 6 para o restante;
• Operação integrada ao BRT, com reorganização de linhas para melhorar conexões entre bairros e terminais;
• Modernização do PAI-Serviço, com renovação de veículos e diretrizes de gestão;
• Arrecadação e bilhetagem sob modelo compartilhado entre Emdec e concessionárias, com auditoria independente;
• Remuneração por desempenho, com metas de pontualidade, regularidade, limpeza e acessibilidade.

Somados, os contratos de concessão chegam a R$ 11 bilhões em 15 anos. Além da frota, a cidade deve receber investimentos em tecnologia embarcada e infraestrutura de terminais e estações, estimados em R$ 1,9 bilhão.

A elaboração do edital envolveu audiências públicas, consultas à população e contribuições de conselhos como o de Mobilidade Urbana, do Idoso e da Pessoa com Deficiência.

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