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Região de Campinas lidera casos de febre amarela no estado de SP

Dos 18 casos de febre amarela confirmados, 13 têm a região como possível local de infecção; cinco mortes foram registradas na região em 2025

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A região de Campinas concentra o maior número de casos de febre amarela no estado de São Paulo, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde divulgados ontem (25). Dos 18 casos confirmados em humanos, 13 têm a região como possível local de infecção – veja a lista de cidades abaixo.

Das 16 infecções registradas em todo o estado, 12 evoluíram para óbito, e 11 das vítimas não estavam vacinadas contra a doença. Em 2025, a região já soma cinco mortes em Campinas, Valinhos, Amparo, Socorro e Tuiuti.

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Cidades com casos confirmados de febre amarela na região de Campinas:

  • Amparo
  • Socorro
  • Tuiuti
  • Joanópolis
  • Valinhos
  • Campinas
  • Pedra Bela
  • Piracaia

Morte por febre amarela em Campinas

Em Campinas, um homem de 39 anos, morador da zona rural do distrito de Sousas, faleceu em 3 de fevereiro após internação em Jaguariúna.

Segundo caso confirmado em Campinas

A secretaria de Saúde de Campinas confirmou, no dia 18 de fevereiro, o segundo caso da doença em humanos neste ano e a segunda morte de um macaco pela infecção, ambos em regiões rurais do distrito de Sousas.

O paciente, um homem de 55 anos, apresentou sintomas em 27 de janeiro, foi internado no dia 30 e recebeu alta em 4 de fevereiro, após tratamento em um hospital particular de Campinas.

O diagnóstico foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz, e a secretaria de Saúde não encontrou registro de vacinação dele contra a doença.

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O último caso humano de febre amarela silvestre contraída em Campinas havia sido de um homem em 2017, que esteve na zona rural da área do CS (Centro de Saúde) Sousas. O caso daquele ano evoluiu para cura. Já a febre amarela urbana teve o último caso no Brasil em 1942.

Vacinação contra a febre amarela

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a febre amarela. A recomendação é que todas as pessoas que viajam para regiões rurais ou áreas de mata estejam imunizadas.

A vacina faz parte do calendário nacional de imunização e está disponível gratuitamente em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) do estado.

Neste ano, São Paulo recebeu 600 mil doses para a vacinação de rotina e mais 1,3 milhão de doses para intensificação da campanha. Em janeiro, o governo estadual solicitou ao Ministério da Saúde o envio de 6 milhões de doses para distribuir aos 645 municípios e ampliar a cobertura vacinal da população não imunizada.

Onde se vacinar em Campinas?

A vacina contra a febre amarela está disponível nos 68 centros de saúde da cidade, sem a necessidade de agendamento.

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Quem deve se vacinar contra a febre amarela?

  • Crianças de 6 a 8 meses: recebem uma dose e precisam completar o esquema vacinal aos 9 meses e aos 4 anos.
  • Idosos a partir de 60 anos: a aplicação depende da avaliação médica.
  • Gestantes e lactantes (bebês de até 6 meses): devem suspender a amamentação por 10 dias após a vacina.
  • Pessoas que frequentam áreas de mata ou zona rural.


Em 2024, a cobertura vacinal em Campinas chegou a 83,6%, ainda abaixo da meta de 95% do Ministério da Saúde, mas superior aos anos anteriores.

Os sintomas iniciais da febre amarela são:

  • Início súbito de febre;
  • Calafrios;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Dores nas costas;
  • Dores no corpo em geral;
  • Náuseas e vômitos;
  • Fadiga;
  • Fraqueza.

Casos em macacos

Além dos casos em humanos, 36 infecções de febre amarela foram confirmadas em primatas não humanos no estado neste ano. Do total, 23 ocorreram na região de Ribeirão Preto, 11 na região de Campinas, um na região de Barretos e um na Grande São Paulo.

A SES ressalta que os macacos não transmitem a doença; a infecção ocorre exclusivamente por meio da picada de mosquitos silvestres infectados. A morte desses animais pode ser um alerta para a circulação do vírus, permitindo que as autoridades de saúde intensifiquem as ações de prevenção.

Caso alguém encontre macacos mortos na região, deve informar imediatamente as autoridades sanitárias do município, preferencialmente a vigilância epidemiológica ou o controle de zoonoses.

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Giovanna Peterlevitz
Giovanna Peterlevitz
Repórter no ACidade On Campinas. Tem experiência na cobertura de grandes factuais nacionais e internacionais, nas diversas áreas de jornalismo. Já atuou em direção de imagens, edição de vídeo, produção, reportagem, redação e edição de textos e também na apresentação de telejornais e programas de entrevista.

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