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CampinasCotidianoRegião de Campinas teve 399 internações por uso errado de remédios em 2022; veja cuidados

Região de Campinas teve 399 internações por uso errado de remédios em 2022; veja cuidados

Neste ano, até agora, foram 68 pessoas internadas após medicação por conta própria 

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Quem nunca se medicou por conta própria ou misturou remédios na tentativa de aliviar uma dor ou desconforto? Apesar de parecer inofensiva, a automedicação pode gerar riscos, levando até mesmo a quadros de internação. Segundo a secretaria Estadual de Saúde, 399 pessoas foram parar em hospitais da região de Campinas após o uso errado de medicação no ano passado. Em 2021, foram 378 internações pelo mesmo motivo. Já neste ano, até agora, foram 68 pessoas internadas.

Segundo a Saúde, em todo o Estado, foram 3.522 internações no ano passado envolvendo o uso incorreto de medicamentos. Com isso, a pasta fez alerta sobre os riscos da automedicação e os males que podem ser causados pela ingestão de remédios sem o acompanhamento de um profissional qualificado.

“O hábito da automedicação deve ser sempre evitado por diversos motivos, entre eles risco de interação entre medicamentos (quando eles reagem entre si), intoxicação, ineficácia de tratamentos, reações alérgicas, atraso no diagnóstico de doenças, resistência de microrganismos para determinados antibióticos e dependência”, informou a pasta em nota.

 

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FALTA DE TEMPO GERA FALTA DE CUIDADO

Em entrevista a EPTV, a enfermeira Flávia Campelo confessou que apesar de ser da área da Saúde e saber os riscos, a prática de se automedicar é comum pela falta de tempo.

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“Na minha bolsa tem várias medicações e a gente se automedica sim. Se está com dor de cabeça, dor no corpo, nas costas, a gente se automedica, porque trabalha bastante, não tem tempo para ir ao médico. Eu tenho um pouco mais de noção, mas sei que tem bastante risco, porque acabamos até omitindo algum sintoma, postergando diagnóstico, evitamos médicos, de fazer exames e vendo realmente a causa da dor. Sei dos riscos, mas é a falta de tempo”, disse.

Já a aposentada Miriam Mirón afirma que toda mais cuidados. “Eu não faço, acho muito arriscado, porque não se sabe os efeitos colaterais que o remédio pode ter. Por isso tem posto de saúde para quem não pode pagar. Eu não tenho plano de saúde, mas uso muito o posto, e tenho o acolhimento, sempre passo tudo lá”, disse.

QUAL O MAIOR PROBLEMA?

O médico nefrologista Rodrigo de Meira explica que até medicamentos mais comuns apresentam riscos.

“Desde medicamentos mais simples, que na verdade não têm nada de simples, eles interagem de forma bastante complicada no organismo, que podem gerar desde problemas no rim, no fígado, problemas de pele, de alergias, até mesmo problemas respiratórios, dificuldades em respirar, que levam a internações hospitalares”, informou.

Segundo Meira, é importante o acompanhamento de um médico, para verificar se o medicamento desejado realmente é indicado e não vá prejudicar a saúde e interagir com outros remédios ou substâncias que o paciente possa já tomar. Além disso, o uso de remédios pode mascarar um problema ainda pior.

“Muita gente vai por indicação de parentes, vizinhos. O seu colega melhorou, mas você pode não melhorar, ou pior, pode mascarar um quadro. Por exemplo, uma dor de barriga é um sintoma, que pode indicar algo maior, como uma infecção do apêndice, do fígado, intestinal, e pra isso é preciso ir no médico para fazer esse diagnóstico e indicar o tratamento correto”, completou.

ALERTAS

Segundo a Saúde, além de evitar automedicação, ao fazer uso de um medicamento também é fundamental se atentar à dosagem indicada para evitar complicações ou falha de eficácia decorrentes do uso incorreto dos remédios.

“Sempre busque orientação de profissionais de saúde habilitados para fazer uso de medicamentos, seguindo suas recomendações e prescrição. Além disso, mantenha acompanhamento profissional durante todo o seu tratamento, possibilitando ajustes de dose, substituição ou suspensão. Em caso de dúvidas ou possíveis efeitos indesejados, procure ajuda especializada”, esclareceu Sérgio Pulzi, médico e gerente executivo hospitalar Corporativo do Seconci-SP (Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo).

 

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