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Mulher com pulsos quebrados por namorado faz pedido de proteção

Caso ocorreu no sábado (6) em festa em Indaiatuba; agressão teria sido motivada por ciúmes

| ACidadeON Campinas

Vítima foi agredida por namorado em festa (Foto: EPTV Campinas)  
A mulher de 48 anos que teve os dois pulsos quebrados pelo namorado em uma festa que ocorreu no último sábado (6), em Indaiatuba, conseguiu nesta segunda-feira (8) fazer o pedido de medida de proteção contra ele. Ela conseguiu fazer o pedido na DDM (Delegacia em Defesa da Mulher), após tê-lo negado no domingo. A Polícia havia alegado que o serviço estava fechado e só seria possível fazer o registro após o feriado.  
 
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A agressão do namorado teria ocorrido após uma crise de ciúmes. A mulher teria tirado uma foto na festa com os amigos. "Foi depois da foto que nós tiramos, todo mundo junto. Passou cinco, dez minutos, ele teve essa crise absurda de ciúmes. Ele me ofendeu com palavras de baixo calão na frente de todo mundo".

Ela conta que ele saiu da festa e foi para rua. "Eu fiquei tão em choque, que eu falei: 'não acho que ele tá brincando, né'. E fui atrás dele". Foi nesse momento que teria ocorrido a agressão. Ela conta que o homem a segurou pelos pulsos, os virou e depois empurrou a vítima.

"Quando ele me empurrou, o pulso já estava quebrado, pois não consegui pôr a mão no chão", contou. Depois do pedido de medida de proteção após ameaças do namorado, a vítima diz que espera se sentir mais segura. "Essa espera é angustiante, dá medo, a gente fica impotente, né...", disse.

Apesar de ter conseguido fazer o pedido de ação protetiva, a Justiça ainda deve deferir ou não a ação à favor da vítima. O prazo é de 48 horas. "Espero sentir segurança de ele não chegar perto de mim. Sabe o que é você ouvir seu telefone tocando, alguém querendo falar com você, e você não conseguir pegar o telefone pra atender? Ele não sabe o que ele fez, a dor que ele causou. A dor física vai passar. Vai ficar cicatriz, mas passa. A dor na alma... acho que só o tempo e vai demorar muito." Após a agressão, a mulher tem uma cirurgia marcada para sexta-feira (12).

A LEI

Atualmente existe uma lei para pedir medida protetiva de urgência. Isso pode ser feito por qualquer autoridade policial e o juiz tem 48 horas para analisar e liberar a medida que acaba sendo uma segurança para vítima. Só que em nenhum momento, a vítima de Indaiatuba recebeu essa orientação.

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