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Justiça suspende reintegração de posse em ocupação do MST

Defensoria argumentou que as famílias que vivem ali estão em situação de vulnerabilidade e não têm para onde ir

| ACidadeON Campinas

Acampamento Marielle Vive, em Valinhos (Foto: Luciano Claudino/Código19)  
O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo suspendeu nesta quinta-feira (29) a reintegração de posse da ocupação "Marielle Vive" por 90 dias. A decisão ocorre após pedido da Defensoria Pública do Estado, que alegou que as provas de que o local estava sendo usado pelo proprietário não são suficientes.

Além disso, a Defensoria argumentou que as famílias que vivem ali estão em situação de vulnerabilidade e não têm para onde ir. A decisão da reintegração ocorreu no 12 de agosto que dava prazo de 15 dias úteis pra que os integrantes do acampamento deixassem a área ocupada.

A Justiça previa uma reintegração de posse caso a saída não fosse feita de forma voluntária. Segundo o MST, cerca de mil famílias vivem hoje no local. O grupo está na fazenda desde abril do ano passado.

Na época, o MST disse que a fazenda de cerca de mil hectares era improdutiva e deveria ser destinada à reforma agrária. O grupo está na área desde abril de 2018. A ocupação fica na estrada dos Jequitibás em Valinhos e é o mesmo local onde um idoso morreu atropelado durante uma manifestação do MST (Movimento Sem Terra) em julho.

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