
A rotatória do Swiss Park, em Campinas, teve a liberação total do trânsito durante a madrugada desta terça-feira (24). O trecho ficou interditado após um vazamento tóxico, causado pelo derramamento de carga de ácido que caiu de uma carreta na manhã de ontem.
Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), o trecho foi liberado totalmente às 4h45. Durante a noite, o acesso ao bairro tinha sido parcialmente liberado pelas equipes. De acordo com os responsáveis, a demora foi causada por um atraso no envio de compartimentos que receberam parte do produto tóxico que não caiu no asfalto.
Ao todo, segundo os bombeiros, 4 mil litros de etalonamina foram derramados. A substância é usada para produtos de limpeza e é altamente tóxica em contato com o ar (veja mais abaixo). Devido ao risco de inalação houve a necessidade de isolamento da área. Tecnicos da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) fizeram a vistoria do local. Apesar do risco, segundo os bombeiros, não houve a intoxicação de trabalhadores nem moradores.
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O VAZAMENTO
O vazamento ocorreu por volta de 8h na Avenida Dermival Bernardes Siqueira.O motorista do veículo que transportava o produto químico, Milton Pereira da Silva, explicou que passava pelo trecho quando percebeu a queda.
“Eu estava retornando para a empresa quando na curva estourou a correia que segura o produto e acabou caindo. Eu parei na hora e o pessoal já veio dar apoio”, disse.
A carreta tinha como destino Serra Negra, mas o motorista retornava para a empresa quando houve a queda. Ao todo, segundo os bombeiros, 4 mil litros de etalonamina foram derramados. A substância é usada para produtos de limpeza e é altamente tóxica em contato com o ar. De acordo com o capitão do Corpo de Bombeiros de Campinas, Clóvis Augusto Michelin, inclusive, o produto apresenta risco alto e pode ser fatal.
“Em contato com o ar e com a umidade do ar, produz um vapor tóxico e irritante. Em altas concentrações, pode inclusive ser letal, mas como é um ambiente aberto e um pouco mais controlado, ainda não representou um risco grande. Porém, com o risco inerente a este produto, a gente teve que fazer esse isolamento, fechar as vias evitando a propagação desse vapor tóxico”, explicou.
Segundo Michelin, oito contêineres caíram sobre o trecho. Desses, dois tiveram vazamento parcial e três tiveram derramamento total da carga. Equipes usaram materiais de contenção para conseguir parar o vazamento dos produtos.

TRABALHOS
Após fazer a contenção do vazamento causado pelo tombamento de uma carga de etalonamina, os técnicos da Cetesb e os bombeiros usaram 50 sacos de cal para controlar a nuvem tóxica que se espalhou sobre o local.
Como os contêineres que carregavam os produtos tóxicos caíram da carreta durante uma curva, os compartimentos só foram removidos após a chegada de outro caminhão para o transbordo. O veículo é de uma empresa especializada que deve dar um destino final ao produto.
Por volta de 22h da noite o trecho foi interditado totalmente novamente, com a chegada de especialistas em gerenciamento de riscos ambientais da capital, para recolher por completo os reservatórios do produto que tombou na via.
Os técnicos usaram uma bomba de sucção para transferir a substância de um compartimento para outro. Durante o trabalho, houve vazamento que causou uma nova nuvem de fumaça. Depois do segundo vazamento, um novo trabalho de limpeza foi realizado. O carregamento foi encerrado e o veículo deixou o local do acidente.
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