A Polícia Civil de Campinas investiga uma organização criminosa de alto padrão responsável por contrabandear, falsificar e vender diversos produtos pela internet. Segundo as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 12 milhões com a comercialização de eletrônicos, cosméticos e até medicamentos irregulares.
Os líderes do esquema moravam em condomínios de luxo em Campinas e foram alvos de seis mandados de busca e apreensão, cumpridos na manhã desta segunda-feira (10). Um dos chefes da quadrilha já está preso. O sócio dele foi alvo da operação e tentou destruir provas antes da chegada dos policiais.
De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha mantinha ramificações em pelo menos cinco estados brasileiros, além de conexões no Paraguai, de onde parte das mercadorias era importada. A investigação é conduzida pelo 6º Distrito Policial de Campinas, que apreendeu uma série de documentos, computadores e celulares para análise.
Como atuava o grupo
Os criminosos compravam produtos falsificados do exterior, principalmente celulares e perfumes, e embalavam as mercadorias em Campinas. Havia até uma linha de produção de embalagens para dar aparência de originalidade aos produtos.
Além de eletrônicos e cosméticos, o grupo também vendia cartuchos de impressora e canetas para emagrecimento. Segundo os investigadores, essas canetas eram importadas com embalagens estrangeiras, mas o conteúdo era produzido no Brasil, possivelmente com substâncias manipuladas irregularmente.
As vendas dos produtos falsificados eram feitas por meio de plataformas de comércio eletrônico como Mercado Livre e Shopee. Foram identificadas pelo menos 150 contas falsas usadas pelo grupo para anunciar os produtos. As remessas eram postadas em Campinas, com o apoio de mais de dez funcionários responsáveis por embalar e despachar as encomendas.
A Polícia vai apurar se esses trabalhadores sabiam das irregularidades. Segundo os investigadores, pelo menos um deles demonstrou conhecimento das fraudes.
Investigação começou há duas semanas
A operação teve início há menos de duas semanas, quando os policiais descobriram um galpão no Jardim Itatinga, usado para armazenar parte das mercadorias. No local, havia até uma passagem secreta que levava ao estoque de canetas eletrônicas.
Durante essa primeira etapa, um dos sócios, de 29 anos, natural de Goiás, foi preso em flagrante. Ele já havia sido investigado anteriormente pelo mesmo tipo de crime.
Os investigadores também descobriram que o grupo estava se desfazendo de bens, como carros registrados em nome de terceiros, e que a esposa de um dos suspeitos fugiu do país.
Empresas de fachada
A Polícia Civil identificou 46 empresas de fachada abertas em diferentes estados para dar aparência legal às atividades do grupo.
Os envolvidos vão responder por:
• Crimes contra a ordem tributária;
• Crimes contra a propriedade industrial;
• Crimes contra as relações de consumo;
• Estelionato;
• Falsidade ideológica;
• Falsificação de medicamentos.
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