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CampinasCotidianoSamu registra média de 600 atendimentos por acidentes de trânsito por mês

Samu registra média de 600 atendimentos por acidentes de trânsito por mês

Motociclistas estão envolvidos em 63% dos casos; maioria das vítimas chega em estado grave aos hospitais

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O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) de Campinas atendeu 6.722 acidentes de trânsito entre 24 de abril de 2024 e 22 de maio de 2025, o que representa uma média de cerca de 600 acidentes por mês. Os dados são do banco de dados do próprio serviço, que atua em aproximadamente 90% das vias urbanas da cidade.

Segundo o levantamento, 63% dos atendimentos envolvem motociclistas, grupo que representa a maioria dos casos graves encaminhados aos hospitais. As colisões mais frequentes ocorrem entre automóveis e motos (34,6%); seguidas de acidentes apenas com motos (26%); atropelamentos (10,5%); colisões entre automóveis (6,4%) e acidentes com bicicletas (3,6%). As demais categorias somam 16,2% dos registros – veja dados completos abaixo.

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Ambulâncias mais usadas

Do total de atendimentos, 77% são realizados por ambulâncias de suporte básico — destinadas a casos menos graves — e 23% por unidades de suporte avançado, responsáveis por transportar vítimas em estado crítico.

Os casos mais severos são encaminhados para o Hospital Municipal Mário Gatti, Hospital da PUC-Campinas, Hospital de Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e Hospital Ouro Verde. Ocorrências moderadas e leves seguem para as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) da cidade. Em alguns casos, as vítimas são transferidas para hospitais privados, desde que haja aceite da unidade.

Dados de acidentes

  • Ocorrências envolvendo automóveis e motos – 2.329
  • Acidentes somente com motos – 1.750
  • Atropelamentos: 703
  • Ocorrências de automóveis com automóveis: 429
  • Acidentes com bicicleta: 242
  • Ocorrências entre motos: 180

Motos

Um dos dados que chama a atenção no relatório é que os motociclistas estão envolvidos em cerca de 63% dos casos, quando leva-se em conta as colisões com automóveis, motos, caminhões e outros. E são essas vítimas que geralmente chegam mais graves aos hospitais.

Segundo Sérgio Marcolino Rosa, coordenador do Setor de Ortopedia do Hospital Mário Gatti, um fato que chama a atenção é o aumento da gravidade do estado de saúde em que o paciente chega até o hospital após os acidentes.

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“Hoje as vítimas de acidentes de trânsito estão chegando com traumas muito mais complexos. Como a moto não tem uma proteção física, o contato já é direto com as partes mais suscetíveis, como perna, joelho e o fêmur. Os traumas na parte de cima do corpo são mais graves: cabeça, pulmão e coluna cervical, que podem causar traumatismo crânio-encefálico, que são as que mais ocasionam a morte”,

explicou.

O especialista também ressalta que, entre os casos mais complexos, estão as fraturas graves, quando acontece a perda de substância óssea. Outra situação complexa para a ortopedia são os pacientes que chegam acidentados com lesões nas partes moles, que são os tecidos que não são ossos, incluindo músculos, tendões, ligamentos, nervos, vasos sanguíneos e outros tecidos.

“O osso se regenera se não ocorrer a perda óssea, mas as lesões nas partes moles podem levar a infecções e outros agravantes. E o dano de muitas partes moles é o que acaba nos levando a internações muito longas. Porque esse paciente que chega com uma fratura exposta, com trauma grave, precisa de um fixador externo e leva tempo para cicatrizar, passar esse primeiro risco de infecção e, às vezes, você vai ter um paciente com um mês e meio ou dois de internação esperando ter condição para fazer a cirurgia definitiva. Ele pode chegar a ficar até três meses no hospital”,

explicou o especialista.

Perfil das vítimas de acidentes

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O perfil predominante das vítimas é de homens jovens, entre 18 e 40 anos, muitos deles trabalhando com motos — como entregadores ou motoboys. “A conscientização no trânsito deve ser algo reafirmado todos os dias para que as pessoas criem o hábito de serem mais cuidadosas”, afirma.

Mesmo com o atendimento de casos graves, a maioria dos acidentados que chega ao Hospital Mário Gatti – que é referência em atendimento de traumas – sobrevive.

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