A Prefeitura de Campinas iniciou uma ação intensificada de vacinação contra a febre amarela, com foco na imunização da população das áreas rurais da cidade. Na manhã deste sábado (8), cinco equipes foram mobilizadas no Centro de Saúde (CS) Carlos Gomes para a vacinação. As equipes visitaram a zona rural, incluindo sítios e condomínios de chácaras, com o objetivo de garantir que moradores dessas regiões recebam a vacina de prevenção.
A vacinação casa a casa também contemplou outras áreas rurais de Campinas, como Joaquim Egídio, Taquaral, São Cristóvão e San Diego. A ação faz parte de uma estratégia mais ampla de imunização, iniciada na semana passada, com a participação de 26 centros de saúde (CSs) e abrangendo mais de 40 bairros até o momento. O trabalho continua com a meta de vacinar todos os moradores da cidade. Vale destacar que nesta semana foi confirmada a primeira morte pela doença na cidade (leia mais abaixo).
De acordo com Daiane Morato, coordenadora da Vigilância Epidemiológica do Departamento de Vigilância e Saúde de Campinas, a intensificação da vacinação é crucial, pois a cidade está classificada como uma região afetada pela febre amarela. “Nosso objetivo é garantir que a população esteja imunizada, principalmente aquelas pessoas que vivem mais próximas da zona rural ou de áreas de risco. Mesmo com os centros de saúde próximos, é importante que as pessoas aproveitem essa ação e se vacinem”, afirmou Daiane.
Além disso, a vacinação tem como público-alvo todas as pessoas a partir de 9 meses de idade que ainda não receberam a vacina ou que tenham dúvidas sobre o seu status vacinal. A vacinação é seletiva, o que significa que quem já tomou uma dose ao longo da vida não precisará receber outra. No caso de dúvidas, os moradores podem procurar os centros de saúde para confirmar a vacinação.
Moradores vacinados contra febre amarela
Moradores da área rural que receberam a vacina durante a ação destacaram a importância dessa imunização. O lavrador Rogério de Carvalho, que não sabia se estava vacinado, e acabou receber a dose. “É um ato de prevenção, não dói. Essa ação é muito importante, pois a equipe veio até nós, sem precisarmos sair de casa.” Já o motorista Danilo Ramos, que havia recebido a vacina em 2017, teve seu status vacinal confirmado, garantindo que estava devidamente protegido.
Vacinação ampliada
A intensificação da vacinação contra a febre amarela começou em 20 de janeiro, após a descoberta de um macaco morto no bairro Carlos Gomes que testou positivo para a doença. Embora os macacos não transmitam o vírus, eles servem como um alerta, pois dificilmente sobrevivem após serem contaminados. A presença de animais doentes indica a circulação do vírus na região, tornando a vacinação ainda mais urgente.
Além de residentes de áreas rurais, o público-alvo da vacinação foi ampliado para incluir crianças de 6 a 8 meses, gestantes e mulheres que estão amamentando. A meta é imunizar a maior quantidade de pessoas possível para evitar a disseminação da febre amarela na cidade.
Primeiro caso de morte em 2025
Em 6 de fevereiro, a secretaria de Saúde de Campinas confirmou a primeira morte por febre amarela em 2025. A vítima, um homem de 39 anos, morava em uma área rural de Sousas, um dos locais com maior risco de transmissão da doença. O último caso humano de febre amarela foi registrado em 2017, e desde 1942 não houve novos casos de febre amarela urbana no Brasil.
A vacinação contra a febre amarela continua disponível nos centros de saúde de Campinas para todos os moradores, especialmente aqueles que vivem em regiões rurais ou áreas de risco. Todos, a partir de 9 meses de idade, devem procurar um CS para garantir que estão devidamente vacinados.
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