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CampinasCotidianoTabela SUS Paulista repassa R$ 682 mi para hospitais da região de Campinas; veja quanto cada unidade recebeu

Tabela SUS Paulista repassa R$ 682 mi para hospitais da região de Campinas; veja quanto cada unidade recebeu

Apesar do reforço milionário, o Hospital PUC-Campinas, o segundo que mais recebeu recursos, registrou superlotação no Pronto-Socorro Adulto do SUS na semana passada

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O DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas concentrou R$ 682 milhões dos cerca de R$ 9 bilhões transferidos pelo Governo de São Paulo por meio da Tabela SUS Paulista entre janeiro de 2024 e dezembro de 2025. Os valores foram destinados a 104 instituições da região, como complemento aos repasses da tabela federal do SUS (Sistema Único de Saúde), com foco em hospitais filantrópicos e Santas Casas.

Segundo a secretaria de Estado da Saúde, o programa foi criado para reduzir a defasagem histórica nos valores pagos pelo Ministério da Saúde e permite que hospitais recebam até cinco vezes o valor adicional da tabela federal, ampliando a remuneração de procedimentos hospitalares e ambulatoriais. O objetivo é, segundo a pasta, aumentar o atendimento na rede pública de saúde e reduzir as filas.

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Apesar do volume expressivo de recursos destinados à região, o Hospital PUC-Campinas — segundo que mais recebeu repasses, com quase R$ 99 milhões — registrou superlotação no Pronto-Socorro Adulto do SUS na semana passada, situação que expôs a pressão sobre a unidade (veja detalhes abaixo).

Veja os cinco hospitais que mais receberam repasses da Tabela Sus Paulista na região

Na área do DRS de Campinas, as cinco instituições com maiores repasses entre 2024 e 2025 foram:

  • Hospital de Caridade São Vicente de Paulo – Jundiaí: R$ 120.071.614,72
  • Hospital e Maternidade Celso Pierro (Hospital PUC-Campinas): R$ 98.933.108,16
  • Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus – Bragança Paulista: R$ 75.282.229,14
  • Hospital Augusto de Oliveira Camargo – Indaiatuba: R$ 70.063.854,10
  • Maternidade de Campinas: R$ 36.971.371,51

Apesar de repasses, Hospital da PUC ainda enfrenta superlotação

Embora esteja entre as instituições que mais receberam recursos, o Hospital PUC-Campinas enfrentou, na última quarta-feira (25), a primeira superlotação do Pronto-Socorro Adulto do SUS.

Na ocasião, havia 74 pacientes de alta complexidade internados, apesar de a unidade contar com 20 leitos contratados para esse perfil. Uma placa foi fixada no hospital informando os usuários sobre a situação crítica.

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Em comunicado, a instituição pediu que, para garantir a segurança técnica assistencial, pacientes que utilizam o SUS buscassem atendimento em outras unidades. O hospital é referenciado — ou seja, recebe pacientes encaminhados —, mas também acaba sendo procurado por moradores do entorno.

A direção informou que comunicou a situação à Cross, ao Samu, à secretaria Municipal de Saúde, ao DRS-7 e ao Siresp (Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo).

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Somente no ano passado, a unidade chegou a registrar três episódios de superlotação em menos de um mês, operando em um dos momentos 390% acima da capacidade instaladarelembre o caso.

Em nota, a secretaria de Saúde de Campinas afirmou que está em negociação para ampliação de leitos na cidade e que tratou com o governo estadual da implantação do Hospital Metropolitano.

O Departamento Regional de Saúde informou ainda que está em fase final a contratação de 10 novos leitos de UTI em Pedreira, com previsão de início de funcionamento em março.

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O Hospital PUC-Campinas encerrou 2025 com 2 milhões de atendimentos realizados, entre consultas, exames e internações. A média é de 5,4 mil atendimentos por dia, sendo 80% via SUS. Cerca de 25% dos pacientes vêm da região metropolitana.

LEIA TAMBÉM: Médico que atendia em centros de saúde de Campinas morre aos 45 anos

HC da Unicamp não recebe os repasses

Questionada sobre a ausência de recursos ao Hospital de Clínicas da Unicamp, um dos principais da região, a secretaria de Estado da Saúde informou que a Tabela SUS Paulista é voltada exclusivamente a hospitais filantrópicos e Santas Casas, o que explica a não inclusão da unidade.

Crescimento nas cirurgias e atendimentos

Apesar dos impasses, dados divulgados pelo governo estadual apontam avanço na produção assistencial ao longo do período.

Em 2025, o Estado alcançou o maior volume de cirurgias eletivas já registrado na rede do SUS paulista, com 1,3 milhão de procedimentos, crescimento de 85,7% em relação a 2022, quando foram realizadas cerca de 700 mil cirurgias. Nos três anos da atual gestão, já são 3,5 milhões de cirurgias realizadas. Em 2023, foram 1 milhão de procedimentos e, em 2024, 1,2 milhão.

Nos três anos da atual gestão, o total acumulado chegou a 3,5 milhões de cirurgias.

Entre 2022 e 2025, também houve aumento em áreas de maior complexidade:

  • Internações de alta complexidade: +37,9%
  • Cirurgias bucomaxilofaciais: +116%
  • Cirurgias neurológicas: +60%
  • Cirurgias de mama: +30%

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Laura Nardi
Laura Nardi
Repórter Web no ACidade ON Campinas. Graduada em Jornalismo pela PUC-Campinas, tem passagem pelos portais Tudo EP e Jornal de Valinhos. Adentrou no Grupo EP em 2023 e atua nos conteúdos digitais, enfaticamente com a parte textual.

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