
*Matéria atualizada às 13h43 do dia 20 de janeiro de 2023
Campinas registrou nas últimas 24 horas o maior acumulado de chuva do Brasil. Os dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) mostram que a cidade concentrou 125,4 milímetros entre as manhãs de quinta (19) e desta sexta-feira (20). O registro foi um dos maiores da história do município e a região do Jardim das Bandeiras, onde uma ponte cedeu e um carro foi arrastado ontem, foi a que mais sofreu – veja abaixo.
Ainda segundo os índices monitorados em todo o País, a cidade ficou bem acima de outros municípios que tiveram temporais entre ontem e hoje. O segundo e o terceiro maiores volumes, por exemplo, foram registrados em São Pedro do Suaçuí, em Minas Gerais, com 105,2 mm, e Guajará, no Amazonas, 97,4 mm.
DEVASTAÇÃO EM CAMPINAS
Segundo a meteorologista do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), Aná Ávila, o dado ainda requer análise, mas o total de chuva registrado em Campinas em 24 horas foi um dos maiores da história. A maior tempestade ocorreu em 17 de fevereiro de 2003, quando caíram 140 mm em um dia e cinco pessoas morreram nas enchentes.
“Essa chuva está entre as maiores registradas na região e a questão é que veio concentrada em cerca de duas horas. E é justamente esse alto volume em um curto espaço de tempo em uma área urbanizada que causa esse impacto muito grande”, disse ela em entrevista concedida à CBN Campinas na manhã de hoje.
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POR QUE CHOVEU TANTO?
Ana Ávila também explicou à EPTV Campinas que as condições meteorológicas típicas do Verão favoreceram a ocorrência do temporal entre o fim da tarde e a noite de ontem. De acordo com ela, as nuvens carregadas que causaram a situação extrema registrada nesta quinta-feira se formam de forma muito rápida por conta da grande umidade e do forte calor registrado ao longo do dia.
“É como se a gente tivesse um aspirador de pó sugando essas nuvens em altos níveis na atmosfera. Esse calor e essa umidade sobem muito rapidamente e isso proporciona a formação dessas nuvens com potencial para chuvas intensas. O que chama a atenção é que o volume ocorre em um curto período. E 100 milímetros de chuva significam 100 litros de água por metro quadrado”, afirma.
PONTE DESTRÚIDA E CARRO ARRASTADO
Imagens gravadas por pessoas que estavam no Jardim das Bandeiras 2, em Campinas, logo após o rompimento da ponte, localizada na Rua Ferdinando Turquete, mostram o veículo caindo e sendo arrastado para dentro do córrego. Segundo um morador que presenciou a situação, o motorista conseguiu sair do carro sem ferimentos antes que o veículo fosse levado pela correnteza.
“Ele bateu na ponta do barranco e o veículo desceu. Nesse momento ele se apavorou, mas conseguiu se acalmar e descer pelo lado do passageiro e subir o barranco, que ainda não estava tão fundo. Uns 30, 40 minutos depois a ponte foi cedendo e a enxurrada levou o veículo. Ele já desceu uns quatro, cinco bairros pra baixo”, relatou Rodrigo Almeida (VEJA O VÍDEO E LEIA A MATÉRIA AQUI).
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