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CampinasCotidianoTragédia no Rio Tietê: família de Sumaré que morreu afogada é velada; viúvo diz que ‘poço engoliu todo mundo’

Tragédia no Rio Tietê: família de Sumaré que morreu afogada é velada; viúvo diz que ‘poço engoliu todo mundo’

O afogamento matou duas crianças, de 3 e 9 anos, além dos pais, de 25 e 29 anos e da avó, de 51 anos

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Velório de família acontece em escola de Sumaré (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)
Velório de família acontece em escola de Sumaré (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

Estão sendo velados desde a noite de ontem (25) em Sumaré, os corpos de quatro das cinco vítimas que morreram afogadas no sábado (24), véspera de Natal, enquanto nadavam no Rio Tietê, entre as cidades de Dois Córregos e Mineiros do Tietê. O afogamento matou duas crianças, de 3 e 9 anos, além dos pais, de 25 e 29 anos e da avó, de 51 anos.

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Os corpos de Nicolly Luize Dias da Silva, de 9 anos, Emily Camile Dias da Silva, 3 anos, Cynthia Silva dos Santos, 25 anos, e Denise Aparecida Dias da Silva, de 51 anos, foram encontrados no sábado e estão sendo velados na Escola Professora Neusa de Souza Campos, no Parque Rosa e Silva. A expectativa é que todos sejam sepultados no Cemitério da Saudade, também em Sumaré, até o final da manhã de hoje.

Já o corpo de Kervellin Wallace da Silva, de 29 anos, foi encontrado na tarde de ontem e permanece no IML (Instituto Médico Legal) à espera de liberação para o enterro.

 

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ENGOLIDOS POR POÇO

O marido de Denise conta que a família tem um rancho e viajou ao local para passar o Natal e o Ano Novo. Ao contrário da versão dos Bombeiros, de que a tragédia iniciou com o afogamento de uma das crianças, ele relata que todos se afogaram juntos, ao caírem em uma região de “poço”.

“A gente tem um ranchinho lá e a minha esposa queria passar o Natal e Ano Novo lá, levou o filho dela, com as noras, as netas, e tem o Rio Tietê que faz fundo com os ranchos. A gente estava brincando, a água estava na cintura, minha esposa estava com a mais velha, o filho dela estava com a mais nova e a gente estava brincando, um jogando água no outro, quando de repente caímos em um poço lá. Ela ainda tentou jogar a criança para ver se conseguia tirar, mas esse poço engoliu praticamente todo mundo ali, só eu que consegui sair”, relatou Manoel Ariston de Oliveira.

 

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Família de Sumaré morreu afogada no Rio Tietê (Foto: Reprodução/Rede sociais)
Família de Sumaré morreu afogada no Rio Tietê (Foto: Reprodução/Rede sociais)

 Em depoimento e emocionado, Manoel conta que tentou resgatar a esposa e as crianças, mas também foi puxado pelo poço. “Eu tentei tirar ela de lá e não consegui, teve outro rapaz que tentou ir quase foi junto com eles”.

Segundo ele, todo o afogamento foi questão de segundos entre os momentos de brincadeiras e a tragédia.

“Não tinha um metro de uma pessoa para a outra, estava todo mundo brincando. A minha esposa na hora que ela afundou me deu a mão, mas quando peguei para puxar também não senti o chão, e foi muito rápido. Foi todo mundo já ficando encoberto, ela soltou a minha mão, tentou empurrar a menina que estava no colo…”, lamentou.

“Era tipo uma praia, a gente estava brincando na areia, na água. Tinha um pouco de onda porque estava ventando, e nisso a gente foi se movimentando e aí caímos nesse poço que não tinha mais chão”, completou.

SEM CONSEGUIR SALVAR

“Está difícil de acreditar no que aconteceu. Você ver as pessoas te pedirem socorro e não conseguir fazer nada. Não tinha nenhum barco, nenhum jet-ski… não tinha nada. Foi questão de segundos. A gente estava brincando e quando caiu, caiu todo mundo junto. Não dá para explicar”, lamentou.

NÃO SABIAM DE POÇOS 

A irmã de Denise, Diana Aparecida Dias, conta que a família ainda termina a construção de rancho no local, e não sabia da existência dos poços no rio.

“Tem poços de 10 metros, tem poços de 3 metros, em uma questão de metros de distância da terra para a água. É coisa fácil de cair e as pessoas se afundam todas. Os moradores antigos sabem que existem os poços, mas minha irmã fazia dois anos que comprou o terreno. Eles estavam construindo a casa, em fase de acabamento, então agora que estavam aproveitando a área e ninguém tinha avisado dos poços. Foi uma fatalidade”, lamentou.

 

 

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