A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) iniciou o processo para criação de quatro novos cursos de graduação. A proposta foi aprovada nesta terça-feira (8) pelo Consu (Conselho Universitário), com o objetivo de ampliar a oferta de formações – entenda abaixo como será o trâmite e quais cursos devem ser criados.
Atualmente, a universidade possui cerca de 20,5 mil estudantes de graduação, distribuídos em 65 cursos, além de 120 vagas oferecidas no Profis – programa voltado a alunos de escolas públicas de Campinas.
Cursos previstos da Unicamp
Os cursos que tiveram a criação aprovada em instância inicial são:
- Direito: 50 vagas
- Fisioterapia: 40 vagas
- Licenciatura em História: 52 vagas
- Licenciatura em Inglês: 30 vagas
Unicamp é a que menos oferece cursos entre as estaduais paulistas
Segundo o pró-reitor de Graduação, Ivan Toro, a medida busca reequilibrar a oferta da Unicamp em relação às demais universidades estaduais de São Paulo. Atualmente, a instituição oferece 69 cursos, número inferior ao da USP (183) e da Unesp (136).
No total de vagas, a Unicamp também fica atrás: são 3.340 vagas por ano, contra 11.147 da USP e 7.680 da Unesp.
Processo ainda será longo
Apesar da aprovação no Consu, a implantação dos cursos ainda depende de diversas etapas internas. Os projetos deverão ser avaliados por uma comissão especial nomeada pela Reitoria e, em seguida, passarão por outras instâncias, como:
- Comissão Central de Graduação;
- Comissão de Orçamento e Patrimônio;
- Câmara de Ensino, Pesquisa e Extensão;
- Câmara de Administração.
Somente após essa tramitação é que os projetos retornarão ao Consu para decisão final sobre a implementação.
De 13 para 4 cursos
Inicialmente, a proposta da Pró-Reitoria previa a criação de 13 novos cursos, mas por limitações de infraestrutura e orçamento, o plano foi reduzido a quatro. Segundo Ivan Toro, o cenário só se tornou viável recentemente, com maior estabilidade financeira e autorização para novos cargos.
“No início da gestão, não tínhamos disponibilização de cargos, o que ocorreu apenas recentemente. Além disso, havia a pandemia, e não sabíamos quais seriam as consequências. Mais recentemente, quando tivemos sinais de estabilidade financeira, decidimos levar os projetos em frente”,
explicou. O pró-reitor lembrou que o curso de Direito ainda não tem localização definida.
Expansão com cautela
O reitor da Unicamp, Antonio José de Almeida Meirelles, disse que a criação dos novos cursos é uma necessidade. Segundo ele, a Universidade precisa iniciar um processo de expansão, mas com prudência.
“Precisamos ter cuidado de não criarmos muitos cursos ao mesmo tempo. Ainda não temos absoluta certeza sobre nosso financiamento – por conta da reforma tributária – e, às vezes, subir degrau por degrau é mais prudente; até mesmo porque é preciso medir o custo financeiro de cada curso e a expansão de cargos. Mas, agora, ao menos temos um horizonte à frente”,
disse ele.
Cursos da Unicamp ampliam inclusão e internacionalização
A diretora do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas), professora Andréia Galvão, celebrou a criação do curso noturno de História, uma demanda antiga de estudantes e docentes. “O curso noturno tem perfil diferente, pois potencializa o processo de inclusão”.
Já o diretor do IEL (Instituto de Estudos da Linguagem), Petrilson Pinheiro da Silva, destacou o papel estratégico da licenciatura em Inglês, que, segundo ele, ampliará o potencial de internacionalização da universidade. “Os novos cursos vão dar a possibilidade de crescermos como universidade”, finalizou.
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