
A Pró-Reitoria de Graduação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) emitiu nota oficial nesta sexta-feira (7) dizendo as vagas de alunos desligados por falta de vacina contra a covid-19 foram disponibilizadas no processo seletivo de remanescentes. Isto é: o processo seletivo de vagas restantes incluiu as vagas dos alunos que foram retirados da Universidade após não enviarem o comprovante vacinal contra o coronavírus.
Neste ano, foram oferecidas 863 vagas remanescentes. Ontem (6), a Unicamp confirmou que 1.311 mil alunos foram desligados por falta de vacina contra a covid-19. A Unicamp explicou que a medida aconteceu no período da matrícula e o prazo foi estendido “várias vezes para o envio do comprovante”.
Já nesta sexta-feira (7), a Universidade disse que “mais de 33.000 estudantes (em torno de 98%) comprovaram seu status de vacinação” e as estimativas de alguns cursos e unidades mostram que a maior parte dos casos de falta de comprovação vacinal referia-se a estudantes que já tinham parado de frequentar os cursos por outros motivos.
A Unicamp também defendeu que os desligamentos não podem ser considerados expulsões, uma vez que foram seguidas as normas. “Desse modo, não é correto dizer que os estudantes foram expulsos: parte importante evadiu por outras razões, parte optou pelo desligamento ao não preencher os requisitos de admissão na universidade pública, comprometida com a ciência e com a vida”.
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Total de alunos desligados no início do ano letivo:
- Graduação/Tecnologia: 966
- Lato Sensu: 8
- Stricto Sensu: 337
COMO FOI A RETOMADA?
Após adiar o retorno presencial dos alunos no início de março, a Unicamp retomou no dia 14 daquele mês as aulas presenciais. A universidade estava há dois anos fechada, depois da suspensão em março de 2020. Na época, foi a primeira universidade a tomar a decisão, por causa do avanço da covid-19.
O tema da “Calourada 2022 da Unicamp”, evento tradicional de recepção dos ingressantes dos cursos de graduação, inclusive, foi “Autonomia em defesa da ciência, ciência em defesa da vida”. Na ocasião, a exigência da vacina para retornar ao campus foi amplamente divulgada em informativos e textos.
As atividades no campus da universidade foram retomadas em setembro de 2021, para funcionários e docentes. De acordo com a Unicamp, o retorno dos alunos aconteceu após um longo período de monitoramento dos casos. Com isso, a data do retorno foi alterada pela alta de casos da variante ômicron.
NOTA OFICIAL DA UNICAMP
Confira a nota oficial da Unicamp divulgada nesta sexta-feira, 7 de outubro:
1. A Pró-Reitoria de Graduação realizou um forte trabalho de busca ativa em 2022 para identificar as principais causas de evasão. Após análise das situações e nos casos possíveis, foram realizadas ações amplamente divulgadas para que os estudantes retomassem os cursos. No caso da falta de comprovação vacinal, foram concedidas diversas possibilidades de regularização da situação ao longo de todo o ano e muitas matrículas foram reativadas. Mais de 33.000 estudantes (em torno de 98%) comprovaram seu status vacina;
2. Foram seguidas todas as normas adotadas pelas instâncias representativas da Universidade, das quais participam servidores docentes e técnico-administrativos e estudantes, em especial Deliberação CEPE-A-021/2021. Desse modo, não é correto dizer que os estudantes foram expulsos: parte importante evadiu por outras razões, parte optou pelo desligamento ao não preencher os requisitos de admissão na universidade pública, comprometida com a ciência e com a vida;
3. Estimativas de alguns cursos e unidades mostram que a maior parte dos casos de falta de comprovação vacinal referia-se a estudantes que já haviam cessado de frequentar os cursos por outros motivos e que, assim, deixaram de manter contato com a universidade;
4. Todas as vagas geradas pelos desligamentos foram disponibilizadas na modalidade de Processo Seletivo Aberto de vagas remanescentes, que foram preenchidas por graduados e alunos regularmente matriculados de outras instituições de ensino superior do país.
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