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Vacinas

Campinas tem baixa procura da vacina de covid-19 por grávidas e puérperas

Mulheres desses grupos recebem doses da Pfizer, mas adesão ainda é baixa

| ACidadeON Campinas

Vacinação segue em Campinas nos grupos prioritários (Foto: Denny Cesare/Código19)
A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas emitiu ontem (9) um alerta para grávidas e puérperas (mulheres cujo parto ocorreu há até 45 dias) para agendarem a vacinação contra a covid-19, após identificar baixa procura desse público para a imunização.  

Até a manhã de ontem (9), segundo a Saúde, apenas 3.026 mulheres tinham feito o agendamento. A estimativa, que leva em consideração a média de mil nascimentos mensais, é que esse grupo prioritário seja formado por cerca de 10 mil mulheres em Campinas. 

As grávidas e puérperas em Campinas estão sendo imunizadas atualmente com a vacina da Pfizer. O coordenador municipal do Comitê de Mortalidade Materno Infantil e Fetal de Campinas, André Pampanini Melo, afirma que além do pré-natal, a vacina representa nesse momento um ato de amor da mulher com o bebê.

 "Elas devem agendar a vacinação e se imunizar, além de adotar as medidas de distanciamento e sanitárias como o uso de máscara e álcool em gel", afirmou.

O agendamento deve ser feito no site https://vacina.campinas.sp.gov.br/vacinas/covid-19. No dia marcado, além de documento com foto, comprovantes de endereço e do agendamento, as grávidas deverão apresentar o cartão do pré-natal e as puérperas, a certidão de nascimento do bebê.
 
RISCOS

Segundo o coordenador, a gestação induz o organismo a um estado mais suscetível às infecções virais e, portanto, mais suscetíveis à Covid-19.

"Estudos comparando o comportamento da Covid em mulheres no ciclo gravídico puerperal com mulheres não grávidas apontam que as gestantes apresentam maior risco de desenvolver quadros graves da doença. Elas têm risco maior de internação, de intubação, de parto antecipado e operatório, de associação de hipertensão na gestação e maior risco para casos graves que levam à morte a gestante e o bebê", afirma.

Melo observa que uma análise dos dados públicos no sistema de notificação mostra aumento importante da mortalidade materna no País por Covid-19. Em 2020, foram 10 mortes maternas por semana e, em 2021, foram 38. "A mortalidade materna semanal aumentou 283% enquanto a da população em geral teve um aumento de 105%, o que confirma dados mundiais de que gestantes são grupo de maior risco para intubação, internação em UTI e óbito", afirma.



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