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Saúde avalia adotar 'passaporte da vacina' em Campinas; entenda

Medida será adotada na capital a partir do dia 30 e será válida para ambientes fechados

| ACidadeON Campinas -

Vacina contra a covid-19 aplicada em Campinas (Foto: Denny Cesare/Código19) 

A secretaria de Saúde de Campinas informou nesta segunda-feira (23) que avalia adotar o "passaporte da vacina", medida anunciada pela Prefeitura de São Paulo hoje, que tem como objetivo dificultar a circulação de pessoas não vacinadas em ambientes fechados.  

O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), durante o início da vacinação de adolescentes de 12 anos com doenças prévias (comorbidades).

Em Campinas, a pasta informou que está avaliando a também adotar a medida. No começo da tarde de hoje, o Legislativo da cidade, por meio do vereador Gustavo Petta (PCdoB), apresentou um pedido formal para que o prefeito Dário Saadi (Republicanos) adote a medida de condicionamento do passaporte para a entrada em locais fechados.

NA CAPITAL

Em São Paulo, a medida começará a valer a partir do dia 30 de agosto. Quem quiser entrar em ambientes fechados na capital paulista a partir da data terá de comprovar que tomou ao menos uma dose da vacina contra a covid-19. A medida valerá inclusive para bares e restaurantes.

Além disso, será lançado um aplicativo com a comprovação da vacinação para ser usado pelos paulistanos em restaurantes e demais ambientes fechados.

"Quando liberar o aplicativo, é só se cadastrar no site da prefeitura, informando a unidade onde foi imunizado e a data. Após a conferência das informações, a pessoa fica autorizada a entrar nos ambientes", disse o secretário da Saúde, Edson Aparecido, ao jornal Agora, do grupo Folha.

Aparecido acrescentou que será preciso direcionar o celular para um QR Code no estabelecimento, que também precisará ter o aplicativo. A partir daí será informado se o cliente foi imunizado com ao menos uma dose da vacina contra o novo coronavírus.

OUTRA MEDIDA

Campinas já adotou outra medida punitiva que foi tomada em outros municípios paulistas. É a penalização às pessoas que agendam e rejeitam a vacina contra a covid-19 no momento da aplicação. Desde o dia 8 de julho, quem recusar a imunização na tentativa de escolher o fabricante irá para o fim da fila.

Segundo a Prefeitura, a pessoa que recusar a dose oferecida terá que assinar um termo assumindo a responsabilidade pela sua decisão. Caso se negue, duas testemunhas assinarão o documento.

De acordo com o decreto municipal, quem recusar a imunização na tentativa de escolher o fabricante irá para o fim da fila, tendo "perda do direito à ordem cronológica de vacinação e sua realocação na fila de imunização será somente após concluída a vacinação de todo o público adulto da vacina".

Último balanço divulgado pela secretaria de Saúde de Campinas mostrou que a cidade enviou 377 moradores para o final da fila da vacinação contra a covid-19 após eles se recusarem a tomar o imunizante oferecido - os chamados "sommeliers de vacina". Os dados foram registrados entre o dia 7 de julho a 8 de agosto.

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