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O craque e a eterna gratidão pela sua segunda casa

Ídolo do Bugre elege Brinco de Ouro como seu lugar preferido em Campinas

| Especial para ACidade ON

Amoroso fez história no Guarani (Foto: Divulgação) 

Ser jogador de futebol e se transformar em ídolo é um sonho que passa por quase todos os jovens do país. No passado, quando o amor pelo futebol estava ainda mais vivo, o sonho era ainda maior. Márcio Amoroso dos Santos, mais conhecido Amoroso, é um dos nomes que conseguiram fazer história no Estádio Brinco de Ouro da Princesa.

Descoberto pelo Bugre na década de 90, foi em 1994 que o atacante fez sua estreia no time profissional, vencendo o Cruzeiro por 2 a 0 pelo Campeonato Brasileiro daquele ano.

Fazendo dupla com Luizão, os dois formaram um dos melhores ataques da competição, levando o Guarani ao terceiro lugar da competição. Pelo mesmo campeonato, Amoroso foi artilheiro pelo Guarani e conquistou a única Bola de Ouro da história do clube.

Em homenagem ao aniversário de 245 anos de Campinas, o ex-jogador escolheu justamente a casa do Bugre como seu lugar preferido na cidade. "Lugar no qual eu cheguei, me formei como atleta e tenho gratidão eterna por esse clube, pois me abriu as portas para o mundo", afirma o ex-jogador.

A história do estádio começou em 1947, quando a Federação Paulista de Futebol profissionalizou o Campeonato do Interior e administração do clube percebeu que era hora de modernizar seu estádio. Apesar da vontade de inovar, foi apenas em 1948 que o clube recebeu a proposta de uma imobiliária interessada em lotear uma área e em seguida, o clube recebeu a doação de mais terrenos e só então o sonho começou a tomar forma.

Em 1953 foi quando o novo Brinco recebeu sua primeira partida, ainda com arquibancadas de madeiras atrás dos gols. O grande dia ainda contou com a vitória do Guarani de 3 a 1 em cima do Palmeiras. No projeto original, o Estádio teria forma elíptica e capacidade para 29 mil pessoas.

O setor coberto, das sociais e vitalícias, possuía número maior de degraus que as gerais, do lado contrário. As cabeceiras deveriam partir das arquibancadas cobertas, diminuindo até chegar nas gerais.

Por volta de 1960, no entanto, foi feita uma alteração do projeto e construída a Cabeceira Norte, com o mesmo número de degraus das sociais. O mesmo seria feito, futuramente, na Cabeceira Sul.  



A construção da atual "cabeceira do placar eletrônico" demorou pouco mais de 2 anos. Já a Cabeceira Sul, hoje a principal entrada do estádio, começou a ser construída em 1966. Muita coisa mudou desde que o Guarani jogou pela primeira vez numa competição profissional.

"Os anos vão passando e infelizmente o patrimônio Clube não existe mais como antes, pois muito se mudou no quadro associativo", afirma. O jogador teve duas passagens pelo Bugre, a primeira entre 1992 e 1995 e a segunda, entre 2009 e 2010, quando se aposentou.

Revelando sentir muita saudade da época em que fazia jogadas memoráveis na história do clube, todas as fases em que passou por Campinas deixaram grandes lembranças ao jogador. "As melhores lembranças são as conquistas pessoais desde as categorias de base até o profissional e as amizades que perpetuam até hoje", afirma.

Nove anos depois de se despedir dos gramados em um dérbi e morando fora de Campinas, quando está pela cidade gosta de passar pelo brinco. "Sempre que estou em Campinas e quando tem jogos, estou presente", conta.

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