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'Capital paulista do pedal' faz da bicicleta rotina, lazer e esporte

Indaiatuba busca mapear o crescimento do uso de bicicletas pelos moradores, uma das principais marcas da cidade

| ACidadeON Campinas -

Indaiatuba busca mapear o crescimento do uso de bicicletas pelos moradores, uma das principais marcas da cidade. (Foto: Luciano Claudino/Código 19)

Em ciclovias, nas ruas, trilhas rurais e no esporte profissional, Indaiatuba é uma cidade marcada pela cultura "do pedal". Segundo a Associação dos Ciclistas local, essa adesão não para de crescer e eleva a cidade ao status de "capital paulista" das bicicletas.

Em 2014, um censo feito pela entidade mostrou que o município tinha mais bicicletas que automóveis, 130 mil ante 94 mil. Este ano, o levantamento seria refeito, mas devido à pandemia da covid-19 houve apenas uma pesquisa porta a porta em 22 bairros, identificando um avanço.

"Fizemos em quatro meses, em bairros de médio porte. Nesses locais, houve crescimento de 20% de bicicletas, mas ainda faremos a cidade toda. Tem casa com mais bicicleta que morador, deixam de reserva caso uma quebre", diz Agnaldo Sérgio Hubert, presidente da associação.  

Essa matéria faz parte do hotsite "Viva Indaiatuba" que o ACidade ON produziu em comemoração os 190 anos da cidade que acontece na quarta-feira, dia 9 de dezembro. Clique aqui e confira todas as matérias produzidas para a data!

Se aplicado o índice de crescimento verificado nesses bairros à cidade toda, Indaiatuba pode ter cerca de 156 mil bikes, para uma população de 256,2 mil moradores. Conforme o Departamento Municipal de Transportes, a cidade tem hoje 117 mil carros. Somando 37,9 mil motocicletas, ônibus, caminhões e até tratores, são 199,7 mil veículos motorizados.

Ainda segundo a prefeitura, a cidade tem 18,8km de ciclofaixas e 36,9km de ciclovias. Também dispõe de quatro estações de aluguel de bicicletas, com 15 mil usuários cadastrados e 200 bikes.  

Indaiatuba busca mapear o crescimento do uso de bicicletas pelos moradores, uma das principais marcas da cidade. (Foto: Eliandro Figueira)

"Temos também sete rotas rurais para pedal. Depois que começamos a fazer esses censos, há 30 anos, o interesse por bicicleta só aumentou. Recebemos convites para palestras sobre uso correto de bicicleta, fizemos cursos de mecânica especializada. O interesse de grupos de mulheres também cresceu", afirma Hubert.

Outro fator de divulgação das bikes é a presença de equipes profissionais de ciclismo e de um velódromo oficial na cidade, além de uma pista de bicicross. Instalado em 2016, o velódromo recebia duas provas do Campeonato Brasileiro do esporte e outras duas do Paulista por ano, antes da pandemia.

Um desses profissionais é o indaiatubano Armando Reis da Costa Camargo Filho, o Armando Piá, de 38 anos. Em 25 anos de ciclismo, já conquistou 26 títulos nacionais e segue competindo, conciliando com projetos municipais de incentivo ao ciclismo. Na próxima Olimpíada, irá a Tóquio como treinador da seleção brasileira de paraciclismo (modalidade paralímpica).  

Ciclista Armando Piá, indaiatubano reconhecido pela conquista de campeonatos nacionais. (Foto: Divulgação)

"Meu pai era atleta então sempre convivi com o ciclismo. Somos referência no esporte desde outras gerações", diz Piá. "Indaiatuba tem um dos principais fatores que incentivam a bicicleta, que é ser uma cidade plana. E há histórias do passado que muitos trabalhadores das indústrias daqui iam para as firmas de bicicleta, incentivando esse meio. Hoje temos ciclovias, rotas seguras para cidades próximas. Realmente é diferente das demais cidades."  

Piá orienta crianças a dar suas primeiras pedaladas em projeto em Indaiatuba. (Foto: Divulgação)


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