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Projeto reforça ações de preservação histórica em Indaiatuba

Pró-Memória prepara coleção de livros, novos roteiros históricos, e espera ampliar número de bens tombados na cidade

| Especial para ACidade ON -

Homem caminha ao lado do trem, símbolo de progresso no final do século 19 (sem data). (Foto: Arquivo Pró-Memória)

Um projeto da Fundação Pró-Memória de Indaiatuba pretende reforçar o envolvimento da população com a preservação histórica, em meio a um processo acelerado de modernização do município. Serão lançados livros e roteiros históricos, com QR Code nos imóveis para consulta de informações. Um dos objetivos é evitar que o crescimento dos últimos anos "apague" edificações que ajudam a lembrar, com sua arquitetura, as diferentes fases de desenvolvimento da cidade.

"A população gosta do moderno, mas sabe que ele pode ser casado com o antigo", diz o historiador e superintendente do Pró-Memória, Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus, ressaltando o interesse do indaiatubano pela história local, fruto de um trabalho constante de educação patrimonial.

Segundo o historiador, o projeto deve ser iniciado em fevereiro de 2021, quando a instituição completa 27 anos. A ideia é lançar uma coleção de 10 livros, identificando bens de interesse histórico, guia de fazendas antigas e arquivos. Serão exemplares físicos, provavelmente para distribuição, mas também poderá haver versão e-book, a preços populares.  
 
Essa matéria faz parte do hotsite "Viva Indaiatuba" que o ACidade ON produziu em comemoração os 190 anos da cidade que acontece na quarta-feira, dia 9 de dezembro. Clique aqui e confira todas as matérias produzidas para a data!

A proposta amplia as divulgações já feitas para incentivar quem vive em imóveis com possíveis características históricas a procurar o Pró-Memória, para avaliar a possibilidade de tombamento. "Damos assistência para um tombamento correto. Além da preservação, o proprietário tem isenção de imposto."  

Estação Ferroviária Pimenta, em 1961. (Foto: Arquivo Pró-Memória)

Paralelamente, serão viabilizados novos roteiros históricos, com guias. "Além de conscientizar, queremos gerar empregos, contratando guias. São roteiros que poderão ser cumpridos a pé, como o Casarão Pau Preto, Igreja da Candelária, conjunto do Haoc (Hospital Augusto de Oliveira de Camargo). Já nas fazendas, podemos fazer eventos, como passeios de bicicleta e corridas."

Indaiatuba tem hoje seis bens tombados (Fazenda Engenho d'Água, Casarão Pau Preto, Igreja da Candelária, Casa Paroquial, Busto de Dom José Augusto de Barros, edificações do Haoc e Caixa d'Água do terreiro de café do Pau Preto). Há mais 12 de interesse para tombamento, entre eles quatro estações de trem, representativas do ciclo em que a cidade foi importante ponto de escoamento de produtos, no final do século 19.
 

Imagem antiga da Igreja Nossa Senhora da Candelária, marco histórico da cidade, sem data (Foto: Arquivo Pró-Memória)

As fases vividas por Indaiatuba representam, segundo Carlos Gustavo, ciclos econômicos do país: a elevação a Vila em 1830, impulsionada pelos engenhos de açúcar; a chegada do trem; o café e a industrialização. História difundida entre os moradores pelo Pró-Memória com uma apostila disponibilizada no 4º ano do Ensino Fundamental; em cursos oferecidos em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e ações lúdicas para crianças, aos sábados na Biblioteca Municipal. Também com um grande acervo de documentos, que inclui arquivos da época da fundação do município.

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