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Educação evolui com Indaiatuba e traça novas metas para o pós-covid

Destaque no Ideb, rede municipal adequa currículos, prevê aumento de demanda e mira projeto para superdotados

| Especial para ACidade ON -


Secretária Rita Trasferetti fala durante evento de fim de ano. (Foto: Eliandro Figueira)

Destaque nacional na educação básica, Indaiatuba vê na sua rede de ensino municipal um exemplo de evolução constante. No intervalo de 50 anos, passou de uma equipe restrita a 19 dedicadas professoras para um sistema com 1,3 mil docentes, 25 mil alunos e metas para se manter inovador mesmo após um ano de pandemia.

Para 2021, conteúdos foram adaptados para incluir itens do ano anterior, igualando condições de alunos que viveram condições diferentes no isolamento. Outra preocupação é monitorar um aumento de demanda no sistema, para tentar garantir vagas. Hoje, segundo a secretária Rita de Cássia Trasferetti, não há filas de espera nas escolas de ensino fundamental e creches, mas ainda não é possível oferecer vagas em bairros próximos da casa dos estudantes em todos os casos.

"Perseguimos manter o atendimento de 100% e seguir evoluindo", afirmou. "Acreditamos na volta às aulas presenciais, a não ser que a saúde traga outra orientação. Vamos fechar grupos por semana, revezando, nesta retomada. Já adaptamos currículos, desde a creche, está tudo pronto."  
 
Essa matéria faz parte do hotsite "Viva Indaiatuba" que o ACidade ON produziu em comemoração os 190 anos da cidade que acontece na quarta-feira, dia 9 de dezembro. Clique aqui e confira todas as matérias produzidas para a data!

A covid-19 também impôs um freio no projeto de mapear e atender alunos com altas capacidades, os chamados superdotados, já iniciado com seis crianças e que deverá avançar em 2021. "Nosso foco é identificar esses alunos, capacitar professores e fazer um trabalho pedagógico. As pessoas podem achar que eles se destacam em tudo, mas é em áreas específicas, e não acompanham as outras. Alguns ficam indisciplinados por isso, e nossa prioridade é o acolhimento, não distanciar, não perder o aluno."

Atualmente, o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) da cidade, relativo a 2019, é o segundo do país entre municípios com mais de 200 mil habitantes. A líder desse grupo é Sobral (CE). Para a secretária, que está no cargo há quase 11 anos, o diferencial está na continuidade da política educacional, mesmo com mudanças de prefeitos, e no investimento em formação dos professores. Também destaca a avaliação anual dos docentes, com gratificação a quem atingir as metas propostas.  

Alunos da rede municipal em aula antes da pandemia(Foto: Eliandro Figueira)


Ex-secretária da pasta em cinco ocasiões, Jane Shirley Escodro Ferretti se lembra de quando, iniciando carreira, após se formar em pedagogia, planejava aulas com as outras 18 professoras que atendiam as escolas municipais por volta de 1970. "Fui trabalhar em uma escola rural, em Itaici. Ia de charrete, com o leiteiro, levando insumos para a merenda, que a gente fazia para as crianças."

Após se especializar, ela chegou a coordenadora municipal durante a implantação de pré-escolas na cidade, até progredir para diretora. "Fazíamos reuniões com sociedades amigos de bairros de todo o Estado, uma oportunidade para ampliar nossa visão sobre educação. Percebemos as dificuldades em outras cidades e procuramos integrar nossas ações com as de outras secretarias", afirmou.

Uma dessas ações integradas, já no início dos anos 1990, foi o plantio de mudas de árvores por alunos durante a implantação do Parque Ecológico. "Até hoje fico muito feliz quando um ex-aluno diz que foi tirar fotos com o filho na árvore que ele plantou." Em 1998, a cidade foi a segunda do Estado a criar o sistema municipal de ensino.

 

Ex-secretária Jane em bazar na praça com alunos da rede, nos anos 1980. (Foto: Arquivo Pessoal)

E uma nova ação pioneira pode ser a ampliação do núcleo de apoio para jovens de altas habilidades, também vista com empolgação por Jane, que acompanha as ações como pesquisadora. "É um passo à frente. Infelizmente, em muitos municípios esses estudantes ainda são tratados como portadores de TDAH (déficit de atenção)", avalia.


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