Publicidade

cotidiano

Cidade 'das indústrias', Indaiatuba conquista mercados no exterior

Indústria automobilística conseguiu ampliar vendas externas mesmo em ano de pandemia; atração de empresas conta com incentivos

| Especial para ACidade ON -

Foto aérea da cidade. (Foto: Eliandro Figueira)

Localizada em uma região privilegiada do Estado mais rico do país, Indaiatuba já se consolidou como uma cidade industrial e também exportadora, principalmente para países da América Latina. Grande polo atrativo de empresas, concentra três fortes segmentos industriais - automobilístico, de maquinário e químico -, que a destacam entre os municípios paulistas.

Segundo o economista Paulo Oliveira, do Observatório PUC-Campinas, a vocação maior da indústria em Indaiatuba é a importação, devido à alta produção de autopeças e acompanhando a característica do país, mas o nível alcançado em exportações demonstra um alto desenvolvimento do setor. "É um indicador de desempenho, quando se consegue manter exportações é porque a cidade já recebeu aval do mercado internacional", afirmou.

De janeiro a novembro, Indaiatuba exportou US$ 390 milhões (1% de todas as exportações paulistas) e importou US$ 921 milhões (2% de todo o Estado). No geral, devido à pandemia da covid-19, houve quedas de 7% e 11,5%, respectivamente, em relação a 2019. O setor automotivo, porém, conseguiu ampliar em 11,7% as vendas ao exterior, mesmo com a crise. As principais vendas externas desse segmento foram para a Argentina, representando 20% de todas as exportações de Indaiatuba, onde estão empresas como a Toyota.  
 
Essa matéria faz parte do hotsite "Viva Indaiatuba" que o ACidade ON produziu em comemoração os 190 anos da cidade que acontece na quarta-feira, dia 9 de dezembro. Clique aqui e confira todas as matérias produzidas para a data!

"No caso de maquinário (para construção, como tratores), as vendas dependem de empresários que queiram investir, e elas caíram na crise. Já no setor automobilístico, a maior parte das exportações é para frota de transporte, sendo que a América Latina é muito dependente do Brasil. Indaiatuba é forte nessa área", diz Oliveira. Segundo o Observatório, Chile e México são os principais compradores de maquinário produzido em Indaiatuba e Argentina e Paraguai são os principais mercados dos produtos químicos.

Conforme a Prefeitura, Indaiatuba atraiu 65 novas indústrias este ano e mantém 902 empresas. Dados do Ministério do Trabalho indicam que a indústria hoje é o maior empregador na cidade, com 25,5 mil postos formais. Em ano de crise, contudo, o saldo de admissões e demissões até outubro era negativo (-1,5%).

O chefe de Gabinete da Prefeitura, Fábio Marmo Conte, diz que uma política de incentivos garante a atração constante de empresas para a cidade. "Estamos bem localizados, próximos a grandes rodovias, aeroporto de Viracopos, recebemos gente todo dia. Monitoramos isso. Sem incentivos à indústria, teríamos desemprego em cinco anos."

Conte exalta a atração de grandes empresas, como a Lenovo em 2017, além de médias e pequenas. "Se a empresa comprar terreno no distrito industrial e construir em 1/5 dele, gerando pelo menos 30 empregos, pode ter isenções no ISSQN, IPTU, por 10 anos", afirma. Segundo ele, o incentivo compensa a perda inicial de arrecadação, pois passado o período previsto, a indústria passa a recolher mais para a cidade, além de gerar empregos e girar a economia.

Oliveira, do Observatório, defende uma política integrada de isenções na RMC (Região Metropolitana de Campinas), que permitiria aproveitar o potencial de municípios muito próximos para ampliar as oportunidades de empregos.

Mais notícias


Publicidade