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ARTIGO: Região concentra 20% de novos lançamentos imobiliários em SP

Setor imobiliário da região de Campinas dá sinais fortes de retomada, mostrando a volta da confiança das construtoras e incorporadoras

| Especial para ACidade ON

Francisco de Oliveira Filho é presidente da Habicamp (Associação Regional da Habitação) de Campinas (Foto: Divulgação) 

Após cinco anos de estagnação, com o mercado praticamente parado e poucos lançamentos, o setor imobiliário da região de Campinas dá sinais fortes de retomada, mostrando a volta da confiança das construtoras e incorporadoras. Os números regionais do primeiro semestre estão à mesa para provar que o setor tem tudo para crescer ainda mais nos próximos meses e anos, com mesmo com a aprovação da reforma da previdência.  

Números recentes apresentados pelo Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo (Graprohab), órgão ligado ao governo estadual, revelam que de janeiro a abril, o número de projetos protocolados por construtoras e incorporadoras da região para liberação de obras saltou 131% no período de janeiro a abril deste ano. Pelo órgão passam apenas grandes projetos, com metragem acima de 500 mil metros quadrados.  

Traduzindo este percentual em números mais palatáveis para o leitor, isso representa um total de 9.606 unidades habitacionais e loteamentos. No mesmo período do ano passado, quando ainda o País vivia a expectativa pelas eleições, foram protocoladas um total de 4.165 unidades.  

Do total de empreendimentos em análise no órgão, Campinas tem o maior número de pedidos: 2.677 (com um total de nove empreendimentos, um a mais que no ano passado). Jaguariúna conta com 1.201 unidades (de um total de três empreendimentos, contra um em 2018), seguida de Monte Mor (1.191 unidades habitacionais, para dois empreendimentos).  

Em média, o Graprohab leva até cinco meses para liberar o empreendimento para lançamento, seguido do início das obras.
Neste número de projetos, vale esclarecer, não estão computados empreendimentos de menor porte (abaixo de 500 mil metros quadrados), lançados dentro dos municípios, que não estão sujeitos a analises do Estado, mas somente do poder público municipal. 

Do total de projetos protocolados neste ano em todo o Estado de São Paulo, que aguardam liberação para lançamento e início de obras, 20% deles estão localizados na RMC. Do total, 15% são referentes a projetos de apartamentos e 7% para novos loteamentos, que devem chegar ao mercado ainda no segundo semestre deste ano ou inicio de 2010.  

EMPREGOS  

Outro indicador que mostra a recuperação do mercado imobiliário regional é de emprego, este com maior apelo social e que traz impactos tantos para as famílias como para as receitas do município, estado e União.  

No acumulado de janeiro a abril deste ano, o saldo de vagas criadas na Região Metropolitana de Campinas é de 1.373 contratações com carteira assinada. Neste índice Indaiatuba é a cidade com o maior número de empregos acumulados no ano (768), seguida por Campinas (385). Paulínia, que vem reagindo, ainda tem um saldo de 397 vagas eliminadas no ano.  

Os dados de 2019, quando comparados aos do mesmo período do ano passado, reforçam os indicadores de recuperação do setor. No acumulado de janeiro a abril de 2018 haviam sido recuperados 376 postos de trabalho.  

Estes números comprovam o aquecimento e a força do mercado da região de Campinas. O número de novos empreendimentos que devem chegar ao mercado é uma notícia positiva não apenas para o setor, mas para a economia regional como um todo. Vai representar mais recursos injetados nas cidades, mais impostos para as prefeituras, novos trabalhos para as construtoras, imobiliárias e fornecedores de matéria-prima e mais empregos ao longo dos próximos meses.

Presidente da Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região (Habicamp), entidade que reúne cerca de 50 empresas como construtoras, incorporadoras, fabricantes de materiais e profissionais que atuam em toda a cadeia da construção civil.

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