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ARTIGO: Loteamentos no interior movem o mercado imobiliário

Por qualidade de vida, a busca por loteamentos mais afastados das cidades tem se intensificado

| Especial para ACidade ON

Francisco de Oliveira Filho é presidente da Habicamp (Associação Regional da Habitação) de Campinas (Foto: Divulgação)

Morar em casas e apartamentos em centros urbanos consolidados sempre foi o sonho da maioria das pessoas. Esta opção teve e continua tendo suas vantagens como: menor distância do local de trabalho, infraestrutura em seu entorno, proximidade a uma série de serviços e lazer e praticidades na hora da entrega do imóvel.

Porém, esta visão começa a dividir espaço com um novo conceito de moradia, principalmente no interior. Em busca de melhor qualidade de vida, mais espaço para o lazer da família e das crianças e a possibilidade de morar cercado de muito verde, cada vez mais as famílias começam a buscar terrenos em loteamentos, mais afastados das cidades.

Além da qualidade de vida, quem escolhe morar ou investir em lotes também busca realizar um sonho: construir a própria casa nos modelos que sempre almejou. Com arquitetura e urbanismo de acordo com seu projeto de vida.

Não se trata somente de uma percepção, de um feeling, de quem está no mercado imobiliário. Trata-se de uma tendência em alta nos últimos anos. Os números corroboram esta mudança no perfil das famílias. Somente no ano passado, nada menos do que 27,4 mil lotes foram lançados no Estado de São Paulo. Deste total, a Região Administrativa de São José do Rio Preto foi a que mais lançou, com o total de 5.810 lotes, seguida pela região de Campinas (4.510 lotes), Sorocaba (3.623 lotes) e de Ribeirão Preto (3.041 lotes). Ou seja, o Interior se destaca por ainda possuir grandes vazios para este tipo de empreendimento e por oferecer qualidade de vida.

Estes números recentes foram levantados por uma pesquisa realizada pela Aelo (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano), pelo Secovi-SP, e a consultoria da Brain - Bureau de Inteligência Corporativa, que servem como fonte para direcionamento de novos investimentos.

O aumento na procura por loteamentos nos últimos anos também alimenta uma grande engrenagem do setor imobiliário. São milhares de contratações de mão de obra para execução das obras e lançamentos. Mexe com toda a cadeia de fornecedores de materiais e profissionais de arquitetura. Sem falar na geração de renda e impostos para os municípios.

Quando analisados os números desses lançamentos, basta dizer que somente na Região Administrativa de Campinas o Valor Global Lançado (VGL), atingiu a soma de R$ 823 milhões. O maior volume dentre as regiões analisadas em 2018. Atrás aparecem São José do Rio Preto e Sorocaba, respectivamente, com R$ 458 milhões e R$ 319 milhões lançados no ano.

A região de Campinas também se destaca no quesito vendas. No ano passado, as cidades pesquisadas venderam 37.580 lotes, uma média de 3.132 lotes por mês. Em valores, foram comercializados R$ 4,3 bilhões no ano. Do total de vendas, 9.653 unidades foram na região de Campinas (26% do total), seguida por São José do Rio Preto, com 7.951 lotes vendidos (21%), e Sorocaba, com 4.031 lotes (11%).

Ver todos os números envolvidos é bastante animador. Mas acreditamos que eles poderiam ser ainda maiores, se houver uma maior desburocratização por parte dos poderes públicos, aumento de recursos para financiamento, geração de mais empregos e rendas e a retomada forte da economia brasileira, como se prenuncia com as reformas da Previdência e Tributária, no segundo semestre.

Francisco de Oliveira Lima Filho Presidente da Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região (Habicamp), entidade que reúne cerca de 50 empresas como construtoras, incorporadoras, fabricantes de materiais e profissionais que atuam em toda a cadeia da construção civil - habicamp.com.br

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