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ARTIGO: Inteligência Artificial no mundo dos negócios

A inteligência artificial é capaz de ajudar na tomada de decisões melhores e com mais rapidez

| Especial para ACidade ON

A necessidade está levando a ciência ao mundo dos negócios. Isso porque a Inteligência Artificial é capaz de ajudar as pessoas, dentro das empresas, a tomarem decisões melhores e com mais rapidez. Esse novo cenário representa uma mudança no modelo empresarial, que exige uma nova postura dos gestores.

Agora é hora de aproveitar os recursos de análise e de algoritmos para encontrar uma nova combinação entre a mente humana e as máquinas. Mas será que a inteligência artificial deve substituir o julgamento humano ou ajudá-lo a redefinir em quais áreas ele é necessário?

Essa questão pode ser melhor compreendida se observarmos o comportamento da ciência e das máquinas. O equilíbrio entre ambas começa a ganhar força à medida que as empresas experimentam essa realidade. E, para aproveitar esse cenário, são necessárias mente aberta e disposição para mudanças.

O último levantamento Global Data and Analytics Survey: Big Decisions, realizado pela PwC, utilizou uma metodologia diferenciada de narrativa para vislumbrar experiências que não seriam detectadas por instrumentos convencionais de pesquisa. Junto com a Forbes Insights, foram reunidas informações relevantes de mais de 2.100 líderes executivos, gestores de unidades de negócios e vice-presidentes, em 10 países, para entender de forma clara a maneira como tomam decisões em suas organizações.

O material mostrou o processo de decisão nas empresas, a confiança do aprendizado da máquina e do julgamento humano e as necessidades dos executivos em relação à velocidade e à sofisticação do processo de decisão. Segundo essa análise, os executivos querem explorar o grande volume de dados e as ferramentas de análise para tomar decisões mais rápidas e sofisticadas, porém, reconhecem que ainda há muito a fazer neste sentido.

Há uma preocupação com a possibilidade de a confiança nas máquinas acabar substituindo a experimentação, isto é, o espírito humano da indagação, pesquisa e averiguação. Mas, longe de serem excluídos da análise e de formulação de problemas, os executivos principais deveriam guiar a exploração e os cientistas de dados deveriam elaborar experimentos para provar as hipóteses da liderança.

É preciso destacar que tudo isso está na essência do que deveria ser atualmente a tomada de decisões, com a ciência sendo um processo conduzido por pessoas para fazer as perguntas certas e traçar um caminho em direção a metas específicas.

Grandes líderes, hoje acostumados a tomar decisões com base na experiência e na intuição, precisarão adaptar-se, experimentar e aprender com os cientistas de dados. Sem a adoção do aprendizado de máquina, em algum momento nos próximos anos a organização fracassará ou encontrará um agente de disrupção e a administração
passará para quem realmente decida com base em dados.

Diante disso, é hora de dar as boas-vindas à ciência no ambiente de gestão executiva. 

Valdir Augusto Assunção é sócio e líder das Operações da PwC Brasil no Interior de São Paulo. Luiz Ponzoni é sócio líder da prática de Soluções Digitais de Gestão de Riscos da PwC Brasil.

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