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COLUNA: A hora errada de fazer networking

A realidade é que qualquer cargo é uma posição transitória

| Especial para ACidade ON

Eduardo Santana é empresário, palestrante e escritor (Foto: Divulgação) 

Quero falar um pouco sobre a vida corporativa.  

Em nossa trajetória dentro de grandes corporações, investimos muito alto para nos aperfeiçoar, bater as metas, cursos, especializações, pós graduações, MBA`s, congressos, feiras. Muitas vezes somos até expatriados de acordo com as oportunidades que surgem, para que cheguemos ao topo da carreira: uma função de alta gerência, diretoria ou mesmo uma função executiva numa grande empresa!  

Salário compatível, benefícios, muitas milhas no cartão para desfrutar, reconhecimento, acesso, visibilidade no mercado, convites...É bom né?  

Sim, realmente é muito bom! Depois de tantos anos de dedicação e muito suor, desfrutar de sua posição. Diria mais, é legítimo!  

Mas... Sempre tem um "Mas..."; Esta posição frequentemente nos anestesia e embaça a visão da realidade...  

E a realidade é que qualquer cargo é uma posição transitória!  

Quero te fazer uma pergunta: Quantos colegas que você tem, que já foram os todos poderosos em suas respectivas áreas que, por uma razão ou por outra, se encontram hoje tentando se recolocar? Quantos resolveram abrir suas próprias consultorias, seu próprio negócio? E quantos destes foram bem sucedidos em suas novas empreitadas?  

Bem, sou obrigado a lembrar que os cargos de alta liderança, topo de carreira, são aqueles que frequentemente são substituídos, depois de três ou cinco anos, por um novo brilhante executivo, que trabalha por 60% do nosso salário e que não tem nem metade dos benefícios que pelo longo tempo de "casa"acumulamos...Via de regra! Evidentemente, entenda, há exceções. Tomara ser você uma delas!  

E quando você se tornar ex-empresa A ou ex-empresa B, sabe o que vai encontrar? Sei que você sabe, mas mesmo assim vou lembrar novamente: sabe aquele monte de bajuladores que vivem no seu pé? Te convidando para os almoços, para os stands das feiras, para as palestras. Bem, estes serão aqueles que nem sequer vão te atender ao telefone quando for desligado e voltar a ser "um simples mortal" e se o fizerem, não vão te dar a oportunidade. Te atenderão por educação e se rirão após desligar o telefone, preocupados em bajular o próximo mandatário. Como diz o ditado: Rei morto, rei posto!  

Quando a pessoa perde o emprego, quando o chão se abre sobre os pés, a pessoa vai tentar se recolocar (detalhe: geralmente nesta fase já passamos dos 55 anos e sabemos que a barreira pela idade também pesa!) ou tentar abrir seu negócio, sua consultoria, vai lembrar que precisa, precisa o quê? Ah ! Fazer networking!  

Então saímos tentando recuperar o tempo perdido. Perfil no LinkedIn, reuniões de networking, telefonar para todo mundo, feiras (como visitante agora), congressos (agora tem que sair do bolso), tudo para correr atrás do prejuízo, literalmente!
O problema é que esta é a hora errada de começar a fazer networking!  

A hora de investir em Networking, no melhor sentido da palavra, é quando temos recursos, prestígio, influência, para que quando viermos a precisar, tenhamos "Capital Social" para recorrer. E este dia vai chegar.  

Vou explicar.

Está claro que todos temos que poupar recursos financeiros para utilizar quando eventualmente tivermos necessidade? A isto damos o nome de investimentos, correto?  

Pense comigo: quando é que temos condições de separar parte de nossos recursos pessoais e pouparmos para o futuro, no momento de abundância ou no momento de escassez?  

Bem, no Networking ocorre exatamente a mesma coisa. A maior organização de Networking do planeta, o BNI, tem como filosofia o "Giver`s Gain", ou "Contribuir para Ganhar". Este conceito ensina que para receber, é preciso primeiro doar. Para colher, necessário plantar. E que melhor momento para ajudar do que quando estamos bem? No cume do monte, ou próximo dele?  

Quando estamos no ápice, um telefonema nosso, um convite, uma apresentação, gera muito valor àqueles que estão no mercado procurando se estabelecer. E ajudar sistematicamente pessoas que merecem, cria um "campo gravitacional" de oportunidades e gratidão que certamente vamos colher, ainda quando estamos em nossa jornada corporativa, mas ainda mais quando passarmos por transições profissionais.  

Se ainda não entende profundamente a essência do Networking, comece hoje mesmo a se inteirar, praticar, aprofundar, pois como num banco, quanto mais frequentes e intensos forem seus investimentos, mais recursos acumulados terá para sacar no momento que precisar.  

Hoje eu quero te levar a refletir. Não me leve a mal. Eu passei por tudo isto e quero te poupar de dissabores que tive que enfrentar. É possível reverter! E melhor, é possível ajudar. Experimente e veja quanta satisfação esta nova atitude te trará!  

Quero te dar um presente: acesse a página www.eduardosantana.com.vc/ebook e baixe gratuitamente um livro repleto de dicas para criar este "campo gravitacional". Comece ainda hoje! Além disso, ouça os podcasts com vários assuntos de seu interesse.
Até a próxima e excelentes negócios para você!

Eduardo Guillaumon Santana é diretor executivo do BNI Planalto Paulista e palestrante motivacional. Fundado em 1985, nos Estados Unidos, o BNI® é a maior organização de networking de negócios do mundo, presente em mais de 70 países e com mais de 250 mil empresas utilizando a ferramenta. No Brasil, são mais de 6 mil empresas associadas nos principais estados da federação. Seus membros são profissionais de negócios que ajudam uns aos outros a desenvolverem seus negócios, através de seu compromisso com o principal valor da organização, o GiversGain - Contribuir para Ganhar. Na Região de Campinas são 20 grupos, com mais de 550 participantes. https://eduardosantana.com.vc/


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