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O poder de pedir especificamente

É preciso entender que existe o momento exato de pedir

| Especial para ACidade ON

Eduardo Santana (Foto: Divulgação)

Eu sei que muitos temos dificuldades em pedir. Eu mesmo já repeti o mantra: Deus me livre de ficar devendo favor para alguém! Mas no Networking precisamos entender que existe um poder na atitude de pedir. Eu explico.

Inicialmente, é preciso entender que existe o momento exato de pedir. Não se deve pedir algo sem antes ter criado a relação de confiança mútua, ou seja, sem antes provar que você é bom naquilo que faz e que, ao indicá-lo, seu parceiro estratégico terá sua reputação preservada pela excelente qualidade dos produtos ou serviços que fornece, e pela maneira que cuida de seus clientes. Mas não é só isso:

O momento certo de pedir é também quando eu já criei um "saldo positivo" no banco do relacionamento comercial, ou seja, quando eu já contribuí com a pessoa suficientemente de modo que ela perceba tamanho valor a ponto de ter a sensação que me deve uma...Em outras palavras, depois que eu já semeei no relacionamento comercial, cuidei dos brotos desta relação, reguei, combati as pragas, esperei a relação florescer e frutificar, é legítimo que eu colha os frutos!

Neste momento o paradigma que mencionei no início, caí por terra, pois agora não estou mais "devendo" favor, mas sim, permitindo que um eventual parceiro estratégico equilibre um relacionamento comercial, me ajudando também. Nada mais justo!

Por incrível que pareça, existem barreiras enormes em aceitar ajuda. Nosso orgulho mesquinho muitas vezes nos obriga a carregar um peso de auto suficiência mentiroso e infundado, quando na verdade a humildade de aceitar a ajuda numa relação de cooperação mútua é o verdadeiro caminho do crescimento técnico, social e comercial. Aqueles que se permitem quebrar esta barreira prosperam!

Agora, precisamos entender a segunda parte da questão: pedir especificamente. Muitas vezes não recebemos e nos frustramos nas relações comerciais porque pedimos mal. As pessoas querem nos ajudar, mas nós mesmos não temos a clareza de ajudar nossos parceiros comerciais a nos ajudar...

Neste caminho existem algumas armadilhas que precisamos lidar para sermos bem sucedidos:

Primeira: presumir que o outro entendeu o que pedimos. O processo da comunicação é mais ou menos assim. Nós pensamos uma coisa, falamos outra e a pessoa vai entender uma terceira coisa que muitas vezes está longe daquilo que pensamos inicialmente. Já brincou de telefone sem fio? Então você sabe do que estou falando! Uma dica para te ajudar a resolver esta questão: peça para a pessoa te explicar o que exatamente é a sua necessidade. Você vai se surpreender com a oportunidade de melhorar sua comunicação e com os resultados!

Segunda: seja específico! Se pedir, por exemplo, empresários que queiram comprar meus produtos, você está sendo muito genérico, além de novamente presumir que seu parceiro estratégico sabe ou conhece exatamente seus produtos e seus potenciais clientes! Esqueça. Desta forma não vai funcionar! Este é o seu trabalho no Networking, não de seu parceiro estratégico!

Experimente substituir o pedido por: quero falar com o Diretor de RH da empresa Tal ou toda vez que acontecer tal situação, este é um bom cliente para mim. E verá a diferença na quantidade de indicações de qualidade que passará a receber!

Eduardo Guillaumon Santana é diretor executivo do BNI Planalto Paulista e palestrante motivacional. Fundado em 1985, nos Estados Unidos, o BNI é a maior organização de networking de negócios do mundo, presente em mais de 70 países e com mais de 250 mil empresas utilizando a ferramenta. No Brasil, são mais de 6 mil empresas associadas nos principais estados da federação. Seus membros são profissionais de negócios que ajudam uns aos outros a desenvolverem seus negócios, através de seu compromisso com o principal valor da organização, o GiversGain - Contribuir para Ganhar. Na Região de Campinas são 20 grupos, com mais de 550 participantes. https://eduardosantana.com.vc

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