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Fim do DPVAT

Antônio Fraga traz as novidades da semana no universo automotivo

| Especial para ACidade ON

 

O presidente Jair Bolsonaro assinou na última segunda-feira (11) uma Medida Provisória acabando com o seguro a partir de 1º de janeiro de 2020. Foto: Antonio Cruz/ Agencia Brasil

Nas mãos de um consórcio, mas capitaneado pela seguradora Líder e alvo de diversas investigações pela quantidade de desvios, o DPVAT (Seguro Contra Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) foi extinto. O presidente Jair Bolsonaro assinou na última segunda-feira (11) uma Medida Provisória acabando com o seguro a partir de 1º de janeiro de 2020.  

Por trás da Seguradora Líder, estão os maiores bancos e seguradoras, como Bradesco, Caixa e Banco do Brasil, entre outros. As fraudes do DPVAT eram milionárias.  

A partir de 2020, os proprietários de veículos não precisam mais pagar o DPVAT e podem escolher a seguradora que melhor convier para seus veículos.  

Cai a venda de importados  
 
As quinze marcas filiadas à Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores), com licenciamento de 3.407 unidades, anotaram em outubro crescimento de vendas de 19,8% em relação a setembro de 2019, quando foram vendidas 2.845 unidades importadas. Ante outubro de 2018, quando foram comercializadas 3.484 unidades, a retração é de 2,2%.  

O desempenho positivo de 19,8% em outubro último fez decrescer o índice negativo do acumulado dos primeiros dez meses do ano. A queda no ano passou de 9,8% para 8,9%. Embora o setor tenha anotado tendência mensal de alta, a dois meses do final de 2019, a estimativa de vendas para o ano já revisada em julho último - de 40 mil unidades, foi mantida em 35 mil unidades.  

De outra parte, as quatro montadoras associadas à entidade que produzem veículos localmente mantêm taxa de crescimento de 38,4% no acumulado, passando de 19.039 unidades licenciadas nos primeiros dez meses de 2018 para 26.358 unidades em igual período deste ano.  

No segmento de importados, as cinco marcas que mais venderam, em outubro, foram a Kia Motors (990 unidades / +50%), Volvo (721 / +21,2%), BMW (619 / +34,3%), Land Rover (246 / -2,4%), e Jac Motors (195/ -3,9%).  

Entre as associadas com produção nacional - BMW, CAOA Chery, Land Rover e Suzuki -, em outubro último, o emplacamento de 3.471 unidades representou alta de 17,9% em relação a setembro de 2019, quando totalizaram 2.944 unidades, com alta de 36% ante outubro de 2018, quando anotaram 2.553 unidades.  

Por marcas, a CAOA Chery, com 2.194 unidades emplacadas, registrou alta de 26,2% ante setembro de 2019; a BMW, com 832 unidades, alta de 1,2%; a Land Rover, com 291, alta de 23,8% e a Suzuki, com 154 unidades licenciadas, queda de 4,1%.  

Somados os emplacamentos de unidades importadas e produzidas localmente, o ranking das cinco marcas, por volumes, aponta, a CAOA Chery com 2.194 unidades (só nacionais), a BMW com 1.451 unidades (832 nacionais + 619 importados), a Kia Motors com 990 veículos (só importados), a Volvo com 721 unidades (só importados), e Land Rover com 537veículos (246 nacionais e 291 importados).  

Ao considerar somente os veículos importados por associadas à entidade total de 3.407 unidades -, o setor significou marketshare de 1,41%. Com 6.878 unidades licenciadas (importados + produção nacional), a participação das associadas à Abeifa foi de 2,85% do mercado total de autos e comerciais leves (241.175 unidades).   

O Alfa Romeo 4C deixou o forte mercado norte-americano no ano passado.Foto: Divulgação

Luto nos esportivos  

Os SUVs fazem mais uma vítima. O Alfa Romeo 4C, um esportivo espetacular, deixou o forte mercado norte-americano no ano passado. E a marca italiana anunciou agora o fim de sua produção. Vai se dedicar à produção de SUVs. Os fãs já reclamam, afinal o modelo era apaixonante. Com motor de 1,7 litro e 240 cavalos, o 4C pesava apenas 900 quilos. A sua relação peso/potência fazia frente a muito super esportivo.  

A italiana Ferrari lançou na última quarta-feira mais um superesportivo: o Roma. Foto: Divulgação
Parte interna do lançamento da Ferrari.Foto: Divulgação

Esportivo belíssimo

A italiana Ferrari lançou na última quarta-feira mais um superesportivo: o Roma. O modelo faz uma homenagem à belíssima capital da Itália. O superesportivo tem motor central-dianteiro, V8, turbo, de 3,9 litros, que faz o modelo ir de 0 a 100 km/h em apenas 3,4 segundos e chegar à máxima de 320 quilômetros por hora. O motor oferece ao seu "piloto" 620 cavalos e nada menos que 77,5 kgfm. O câmbio é de oito marchas com dupla embreagem.

O coupê 2+ tem linhas maravilhosas e refinadas. Por dentro, muito conforto e um quadro de instrumentos totalmente digital. No centro, uma central multimídia vertical e uma tela dedicada ao outro ocupante da frente.

Carga elétrica  

Já está marcada para o segundo semestre do próximo ano a chegada ao mercado europeu da Peugeot e-Expert. A versão elétrica do utilitário leve terá duas opções: com bateria WLTP de 50 kWh para 200 km ou 75 kWh para 300 km.  
  

A Ford norte-americana mostrou o Mustang Lithium, protótipo elétrico desenvolvido em parceria com a Webasto. Foto: Divulgação

Elétrico voador  

E toma mais elétrico. A Ford norte-americana mostrou o Mustang Lithium, protótipo elétrico desenvolvido em parceria com a Webasto. Com torque de mais de 138 kgfm e potência de 900 cavalos.  

O Mustang Lithium tem componentes da carroceria de fibra de carbono, capô com janelas transparentes de policarbonato, altura rebaixada em 1 polegada e rodas forjadas de 20 polegadas. Sob o capô, traz um motor elétrico Phi-Power de dois núcleos e duplos inversores de potência, alimentados por um sistema de bateria Webasto de 800 V com tecnologia EVDrive capaz de fornecer 1 MW de potência.  

A tensão de 800 V é o dobro da usada na maioria dos carros elétricos atuais, o que torna o sistema mais leve, mais potente e menos gerador de calor. A transmissão manual de seis velocidades é uma versão especial da Getrag MT82, usada em competições de arrancada para suportar o altíssimo torque. Os freios dianteiros de seis pistões Brembo são os mesmos do Shelby GT350R.  

Demorou, mas chegou
 
A cearense Troller, marca que pertence à Ford Motor Company Brasil, vai finalmente lançar no próximo mês o seu modelo com câmbio automático. O Troller TX4 foi exibido, inicialmente, como conceito, no Salão do Automóvel de 2018 e a marca teve noção do potencial do modelo automático.  

O modelo introduz como novidade o diferencial traseiro blocante com acionamento elétrico, que aumenta a performance em pisos irregulares, transmitindo torque contínuo para as rodas mesmo que uma perca a aderência, de modo a garantir máxima tração.  
A BMW começa a vender a off-road G 310 GS. Foto: Divulgação

Off road alemã  

E a BMW começa a vender a off-road G 310 GS. Com uma nova opção de cor externa, a azul Strato, a motocicleta é equipada com um motor monocilíndrico com 313 cm³, com quatro válvulas, dois eixos de comando e  arrefecimento a líquido. A motocicleta tem 34 cavalos de potência a 9.500 rpm e torque máximo de 28Nm a 7.500 rpm. O preço sugerido é de R$ 23.900.   

O ex-piloto de Fórmula 1 Raul Boesel vai ser homenageado pela FIA Federação de Internacional de Automobilismo. Foto: Divulgação

Muito gente boa  

O ex-piloto de Fórmula Um Raul Boesel vai ser homenageado pela FIA Federação de Internacional de Automobilismo. O piloto brasileiro foi convidado pelo presidente da entidade máxima do automobilismo, Jean Todt, para fazer parte do Hall da Fama.
Boesel tem um histórico brilhante no automobilismo. Foi piloto de Fórmula Um por dois anos, Fórmula Indy com diversas vitórias, participou de 13 edições da 500 Milhas de Indianápolis, foi vice-campeão da Fórmula Ford inglesa e da Fórmula 3 e campeão mundial do Campeonato de Marcas, com um protótipo da inglesa Jaguar, em 1987. Em 1993, foi "roubado e impedido" de ganhar as 500 Milhas de Indianápolis. Duas punições questionáveis fizeram o brasileiro passar duas vezes pelos boxes. Mesmo assim, ainda chegou em terceiro.   

Disputa na Fórmula 1.Foto: Divulgação

Dick Vigarista
 
O piloto Michael Schumacher é, em números, o maior de todos os tempos. Sete títulos mundiais e 91 vitórias. Mas 22 anos atrás, ele também conseguiu a proeza de, mesmo ganhando cinco provas em 1997, acabar o campeonato sem nenhum ponto. Um fato inédito no automobilismo. Aliás, esse Grande Prêmio tinha que entrar mesmo para a história. Na disputa pela pole no dia 10 de novembro daquele ano, três pilotos cravaram o mesmo tempo: 1m21s072. Jacques Villeneuve, Michael Schumacher e Heinz Harald Frentzen. Villeneuve se deu bem, porque foi o primeiro a marcar o tempo da pole.  

No dia 11 de novembro de 1997, no GP da Europa, disputado em Jerez de La Frontera, na Espanha, Michael Schumacher, de Ferrari, e Jacques Villeneuve, de Williams, disputavam o título mundial. Schumi largou melhor e deixou o concorrente ao título para trás. Melhor na pista, Villeneuve saiu atrás de recuperar a ponta.  

Mais uma vez, como tinha feito na conquista do seu primeiro título, quando jogou propositalmente o carro em cima do novato Damon Hill e o tirou da pista, o alemão atirou o carro numa das curvas para cima de Villeneuve. Piloto experiente, Villeneuve sabia que Schumacher iria tentar alguma malandragem. Na volta de número 48, o alemão jogou o carro para cima do canadense com o objetivo de lhe tirar da pista. Mas Villeneuve, que já esperava, se defendeu e continuou na prova. Terminou em terceiro. Schumacher abandonou.  

Diferentemente da batida com Damon Hill, a FIA desclassificou Michael Schumacher do campeonato, mas manteve as vitórias.  

Já tinha adiantado que a marca japonesa Toyota iria participar de uma categoria do automobilismo brasileiro, a Stock Car. Foto: Divulgação

Corolla na Stock  

Há mais ao menos um ano, demos em primeira mão que a empresa japonesa Toyota iria participar da principal categoria do automobilismo brasileiro, a Stock Car, logo após o lançamento do Corolla. Nesta semana a organizadora da categoria e a marca japonesa confirmaram. Logo voltaremos ao assunto.


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